Um dia percebes que conheceste a pessoa certa, no tempo errado. E não é um tempo errado qualquer, é viverem separados por dois anos: um em 2004 e outro em 2006. Ou viverem no mesmo tempo separados por quilómetros e a dez anos de distância, também acontece, mas não na história do filme que vou falar. No filme “A Casa do Lagoa” é isso que acontece. A Kate e o Alex viveram na mesma casa em tempos diferentes e partilham correspondência, segredos, confidências a acabam por se apaixonar. O que o filme mostra é que para haver amor, tem de haver profundidade e tempo para se descobrir e conhecer o outro. A diferença temporal, faz com que eles cedam com o conforto da distância a expor-se. São mais sinceros, mais verdadeiros, perdem o receio de falar sobre eles, do que gostam e das coisas que os atormentam. Claro que à medida que vão descobrindo que se estão a apaixonar, torna-se cada vez mais difícil gerir a distância e aprender a lidar com os sentimentos e com o desejo. A realidade ...
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