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Mensagens

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Campainhas

Perdeu-se a excitação de falar ao telefone.  O momento era aquele e só aquele, durante aqueles minutos ou horas, teríamos de falar de tudo e aproveitar cada instante. Na hora marcada para garantir que do outro lado nos atendem. E ficar confortavelmente a falar sem noção do tempo, a debitar palavras soltas, risos, memórias sem saber quando iriamos repetir o momento. E se não atender? Não vou saber quem ligou... E há-de voltar a ligar se quiser muito, sim porque não ficava registado deste lado, terá de ser o desejo ou a urgência do outro lado a voltar. Combinar uma hora e saber que às 20h o telefone vai tocar para nós, para perdermos a noção do tempo, do espaço e de tudo. Mas perdeu-se a emoção de falar ao telefone... Horas a fio, longas chamadas de fim do dia ou no final da semana ou apenas um olá: só para saber se estás bem. Queres sair? Queres fazer alguma coisa? Vamos tornar esta conversa real... E íamos. Perdeu-se isso tudo.  Um dia deixo cair da minha vida o tel...

Desiquilíbrios necessários

Gosto quando tudo à minha volta me diz, tens de pensar com o coração. Só que não dá para pensar mais com o coração do que penso habitualmente. Estou no extremo oposto do que já fui, e até encontrar o equilíbrio entre os dois estados vou estar completamente desalinhada e não tenho previsão para quanto tempo isto irá demorar! Não sei mesmo. Oscilo entre os dois estados sem conseguir chegar ao centro. É dramático para uma pessoa equilibrada (ou que julga sê-lo) ter noção destas oscilações e mesmo deixando as coisas fluírem, é tudo em muito e isso desregula qualquer sistema. Desde que me permiti pensar com o coração que isto nunca mais foi igual. É a história de um coração que vive uma situação extrema, e nunca mais consegue voltar à sua forma, porque é impossível… quando se descobre todo um novo mundo de possibilidades. É o que se associa ao conhecimento, uma mente que se abre ao conhecimento já mais voltará à sua forma original, tem sede de mais. O conhecimento não se perde,...

Família com F maiúsculo

Quis o destino ou as coincidências, para os mais céticos, que os meus pais fizessem anos em dias seguidos. O meu pai a 18 de Dezembro e a minha mãe a 19 de Dezembro, no fim do Outono em anos diferentes. O mesmo mês, a mesma altura do ano, quase os mesmos dias, o mesmo signo. Tantas conjugações o que os torna diferentes mas ao mesmo tempo muito parecidos. São como o próprio Sagitário, fogo do fogo em dobro, muito em tudo e muito pouco em quase nada o que faz com que sejam ambos personalidades marcantes e pessoas inesquecíveis. Não digo isso porque são os meus pais (mesmo que não seja isenta), as pessoas que os conhecem podem atestar. Cada um com as suas singularidades, com as suas características, únicos em si e por si mesmos como equipa. Foram dois que passaram a quatro e que agora já são seis, cresceram a multiplicaram-se. Como estamos em época natalícia e em comemoração dos respetivos aniversários e os parabéns e felicidades estão sempre subjacentes, quis que hoje a minha fe...