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Os Livros

É muito difícil, definir-se apenas um escritor ou um livro como o único, aquele livro que nos marcou para sempre, aquele escritor/a que ganha o estatuto de favorito. Depende sempre do estilo e do género, e para cada um deles, vamos ter um ou vários que farão parte dos eleitos. Até parece um pouco redutor, com tantos livros bons que existem para ler e autores fantásticos, ter apenas um ou dois na galeria dos predilectos. Andamos anos (uma vida inteira) a ler vários livros, a descobrir autores, temas e géneros. No meu caso, gosto de vários escritores, tenho vários livros que me marcaram positiva e negativamente. Tenho os favoritos e os outros, os livros bons e os livros maus, as histórias inesquecíveis e as outras. Quando se lê regista-se um pouco de tudo, mesmo quando a cadencia da leitura é lenta ou mais demorada do que seria suposto. De qualquer modo, é sempre bom aprendermos com os livros e definirmos termos de comparação, crescemos com o conhecimento. Tenho o “Retrat...

Os livros para sempre - Dia Mundial do Livro

Alguns livros repetem-se, vezes sem conta… outros só uma vez e outros nem se chegam terminar. Quando um livro pega, pega mesmo…é um rastilho. Senão tiver o efeito pólvora, posso aguentar um bom número de páginas mas depois acabo por abandonar. Não vale o meu esforço e não me vai levar a lado nenhum, ler não é para sofrer é pelo prazer. O meu compromisso com a leitura é este: prazer de ler e aprender, se nenhum dos dois requisitos se cumpre, a causa está perdida e por vezes até o escritor fica irremediavelmente perdido. Claro que posso e devo, nalguns casos, dissociar o prazer de ler do aprender apenas, porque alguns livros podem ser “dolorosos” mas necessários para aprender e o que tem de ser tem muita força! Tentar ler Milan Kundera aos 12 anos não foi uma boa aposta. Com 12 anos não se compreende metade do que lá está escrito nem se consegue perceber ao certo como é ser adulto, quanto mais uma literatura que nos faz pensar profundamente sobre tudo. O mesmo aconteceu com Aqui...

O amor devia acabar quando lhe impõem um fim

Seria tão mais simples se fosse assim, acabou para mim e acabou para ti! Ponto final, mudança de linha.  Os livros acabam na última página, os filmes quando passa o genérico e a vida quando chega a morte. O amor devia morrer quando morre de um lado, do mesmo modo que as flores murcham sem sol, se não flui mais numa das correntes sanguíneas porque há-de ficar a envenenar a que fica privada do amor? Se não se vai gerar mais nada dali porque não sai com antibiótico como as bactérias que se alojam no corpo? Pode ser um erro ou imperfeição do nosso próprio sistema ou julgar que nunca vamos recuperar o que perdemos. Bem vistas as coisas, pode ser apenas uma estupidez sem nexo, mas dizem-nos que no amor, tudo vale e tudo é válido… mas assim sem reciprocidade e no total e complemento esquecimento de quem se ama, será que vale mesmo tudo? Quantas vezes numa vida se pode ir ao tapete e voltar a cima? É uma morte cerebral do coração? Ou um coração em morte cerebral? Sim, não ...