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A mostrar mensagens com a etiqueta humanidade

Os inconformados

Não se pode negar que existe um fascínio que ultrapassa a compreensão nos inconformados e no inconformismo de um modo geral. O não aceitar as coisas como são, só pelo facto de serem como são. É querer mais do que aquilo que se vê e do que aquilo que está percetível a todos. O querer aqui, não é um querer de ter como quem acumula coisas de que não precisa, é um pensar estruturado e estruturante sobre questões fundamentais da vida porque não são claras ou deixam margem para muitos pontos de interrogação. É um pensar denso que procura descortinar todos os meandros das questões, que não se fica pela rama ou pelo óbvio que mergulha em profundidades que nem sempre conseguimos compreender. Os porquês que precisam de uma causa e de um efeito, tudo tem uma explicação só se precisa descobrir qual. As origens têm princípios que precisam ser compreendidos, o todo é muito mais do que um emaranhado de pontas soltas. São as pessoas que se perdem por pensamentos que podem mudar o curso da h...

Jim Morrison

Estava aqui a pensar na forma de abordar, novamente este tema, é um tema recorrente… Quem lê o blog e quem me conhece, sabe que, pelo menos em duas datas especificas volto a falar sobre os Doors ou sobre o Jim Morrison. Os argumentos não se esgotam, nem nunca se esgotarão! O Jim Morrison é um personagem universal, um ídolo por estatuto próprio. Teria sido sempre um personagem marcante, na história dos EUA ou do mundo, disso não tenho dúvidas. Mas é pela música e pela poesia que o conhecemos melhor. A música e o seu poder universal, transpõe barreiras geográficas, físicas ou metafisicas, a verdadeira linguagem una do mundo. O Jim Morrison para além de ser um homem lindo e sexy, era um homem extremamente inteligente, uma característica que se manifestou muito cedo na vida, um leitor voraz e um homem muito culto. Estas características são por si só, pelo menos para mim, fascinantes: bonito, inteligente e sexy. Provavelmente um homem fabuloso para se conversar e aprender. Um...

Conversas imaginárias

Outro dia dei por mim a pensar em tudo o que te poderia dizer. Tanta coisa, que foi difícil estruturar o pensamento. Primeiro, saiu tudo ao monte como se tivesse de despejar uma gaveta. Nem eu percebi bem, tudo o que disse ou que teria de dizer. Se nem eu percebo, como irias perceber? Voltei a arrumar tudo, para começar por partes. É terrível, tenho sempre vontade de dizer tudo ao mesmo tempo, sem lógica, sem encadeamento, desenfreada, meia louca. Depois tive dificuldade em arrumar os temas por importância. Parece-me tudo importante, tudo urgente, tudo vital. Pensar assim acelera-me a pulsação, a respiração, altera-me a ordem das palavras. É um mix de adrenalina com ansiedade, água que ferve em ebulição. E fico a pensar. Oriento as ideias em tudo o que tenho para te dizer. São milhares e milhares de boas palavras. Queria que alguém me oferecesse este conjunto de palavras, que me fizesse sentir especial, que depositasse a esperança da humanidade em mim, como eu deposito em ...

Terramotos

O reconforto de um ombro, de um amparo, o estar só por estar. Só isso. Gestos simples. Intenções de afecto puras e raras que valem uma vida inteira. Conjuntos de palavras que salvam a humanidade da solidão e da secura dos tempos:  foste o melhor que me aconteceu hoje. Preocupações de carinho. Desapegos com amor. Gestos perdidos na rotina do tempo e nas exigências da vida quotidiana.  Desperdícios desculpabilizados por tudo e por nada. O deixar de lado o essencial para nos concentrarmos no trivial. Falar e não fazer. Fazer e não falar sobre isso. Intenções em segundo plano para quando der tempo. Quando sobrar um tempo, nunca sobra! A resposta recorrente: um dia destes. Assim que puder. Prioridades trocadas, prioridades de natureza duvidosa que nos entopem dos dias. Verdades absolutas que camuflam dúvidas. Pânicos e medos que minam o espirito e que aceitamos como ossos do ofício, sinal dos tempos. A natureza humana é complexa. A simplicidade é tudo o que se ...

Virados do avesso

Aviso: se continuarmos a viver assim, vamos acabar muito mal. Não sou portadora de más noticias ou de grandes desgraças, mas sei o que vejo e o que sinto. Se continuarmos a considerar as pessoas como adereços sociais, verbos de encher, excedentes no mundo, peças que apenas servem para servir não vamos a lado nenhum! Mais uma vez volto a bater na mesma tecla: o dinheiro, a economia não podem estar a cima da vida. Não podem valer mais do eu, tu e nós todos. Não compreendo e não aceito isto. Pode ser utópico, mas vai acabar por dar cabo do mundo!!!!! Ou mudamos e passamos a respeitar-nos, a compreender a importância única que cada um de nós tem, o valor e a mais valia que cada um tem ou nem a economia nos vai salvar. Esta postura mina o espirito das pessoas… deixa-nos doentes, deixa-nos tristes, incapazes, impotentes, raivosos, e pior de tudo… está em crescente.   As empresas justificam despedimentos pela falta de lucro, cortam nos rendimentos porque preferem investir n...

Miséria dos dias

Se o pensamento positivo atrai positivismo então miséria atraia miséria… Não será assim? É assim. Se tudo à nossa volta cai de podre, se as pessoas vivem mal com dificuldades, se vivem angustiadas, pobres na carteira e no espirito como se sobrevive assim? Como não ficar contagiado? Portugal está doente. Se as células que compõem este corpo que é Portugal estão doentes, como pode o país ficar saudável? Afundar ainda mais as pessoas em pobreza, miséria e falta de alternativa não é fazer o que é necessário, é precisamente o oposto! Como não se vê o óbvio? Não se pode curar uma doença pela rama, tem de se ir ao fundo da questão. As pessoas precisam de ânimo e força anímica, não é cortar nos alimentos que lá se vai. Se ainda se vissem efeitos, mas não se vê nada. Salvam-se bancos e matam-se pessoas. Escolhe-se injetar dinheiro no banco para salvar o banqueiro e deixam-se as poupanças da vida das pessoas, que não chegam a um mês da reforma do banqueiro, cair no vazio, ...