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A Guardiã

Bem ao seu estilo, sem subtilezas andou a minha saudosa avó Maria, Maria de Vale Côvo como era conhecida, a "enviar-me" lembretes sucessivos para não me esquecer dela. Como se isso fosse possível!  Não me esqueci querida avó, que fez no passado dia 24 de Janeiro dois anos que partiste. Todo o dia 24 estive pensar nela, era uma mulher divertida, alinhava nas nossas brincadeiras e como queria sempre saber do que tanto nos riamos. Nunca mais comi bolo de iogurte como aquele que nos deixava noite, após noite para comermos quando chegávamos a casa das noitadas.  A mulher do oráculo eras tu, obviamente. Igual a ti mesma e sem subtilezas a intrometeres-te nos meus momentos zen. Mais tarde no filme, que abriu o ecrã com um gigante 6 de Abril! Foi certeiro! Senti ao ver esta data, imensas saudades tuas, para que saibas.  Tive saudades das brincadeiras ao telefone, a troca de galhardetes em que sempre alinhavas sem te ofenderes. De tantos e tantos lanches ...

PASSATEMPO PARA O DIA DOS NAMORADOS

PASSATEMPO » DIA DOS NAMORADOS! Na compra do livro “Devemos voltar onde já fomos felizes” receba um pack de 3 postais para o dia dos Namorados. Basta enviar por MP o comprovativo de compra e os postais seguirão pelo correio. Pode comprá-lo aqui: https://cordeldeprata.pt/livraria/devemos-voltar-onde-ja-fomos-felizes/ ou em  https://www.wook.pt/livro/devemos-voltar-onde-ja-fomos-felizes-sofia-cortez/22068027 e https://www.bertrand.pt/livro/devemos-voltar-onde-ja-fomos-felizes-sofia-cortez/22068027 #omeuserendipity #namorados #amor #presente #palavras_especiais #livraria #compra #oferta #postais #livro #devemosvoltarondejafomosfelizes #blog #cordeldeprata

Coragem

Quiseste que se fizesse silêncio. Um silêncio forçado. Um novo interregno de dez ou mais anos. Quem está a contar?   Eu não, seguramente. Deixei de contar o tempo há muito tempo, passei apenas a deixar-me ir, como quem bóia no mar ao sabor da corrente e da ondulação. O que tiver de ser será. Sabemos disso.  Talvez o futuro seja mais generoso que o passado e possamos reajustar o que foi com o que é. Acreditar, que as suposições de hoje serão concretizações de amanhã e que nem toda distância do mundo nos irá conter.  Vou acreditar que seremos mais corajosos no futuro e que deixaremos a cobardia de antes e de agora bem longe das nossas intenções.  Vou aceitar que iremos cumprir os nossos desígnios com a grandiosidade que merecem. Vamos finalmente aceitar o inevitável de todas as improbabilidades e fintar o destino.  Hoje ainda não, manha ou depois...

Acreditar

O que eu quero é tão simples. Nem mais nem menos do que te irei confidenciar.  Ouve com atenção amor, o que vou dizer.  Fecha os olhos e sente cada palavras. Vivemos no mesmo tempo, nem sempre partilhamos o mesmo espaço.  Mas coexistimos no presente. Ninguém se compara a mim. Ninguém cheira como eu, ninguém faz as coisas como eu faço. Neste universo que partilhamos, sou única e incomparável. Faço-te sentir especial. Quero perder a noção do tempo quando estou contigo.  Deixar de ter os dias contados e os encontros marcados. Quero espontaneidade e vontade. Quero querer por querer.  O sentir saudades e dizer.  O preocupar, cuidar e amar. Divago no meio de palavras e pensamentos, e nem sempre digo o que penso.  Deixo-me encantar. Acredito sempre na possibilidade que um dia mudes e que me faças sentir especial. Nunca acontece, mas acredito sempre. Todas as vezes, encho-me de esperança. Não foi ontem, há-de ser amanh...

Para o Paco

Podem passar poucos anos ou muitos anos… mas uma coisa é certa, nunca irei esquecer o Paco. Algumas saudades não se superam, acomodam-se. As do Paco foram-se acomodando no meu coração… não passam! Quase todos os dias me lembro dele, são as saudades da ausência. Foi um cão especial, muitos anos de cumplicidade. Cresceu connosco e nós com ele. Chegou com barriguinha de leite ainda a chorar pela mãe e pelos irmãos… mas rapidamente percebeu que tudo ia correr bem para ele, ali amor nunca lhe faltou… nem amor nem nada. Aliás como é tradição na nossa família, para os nossos, tudo! Tínhamos coisas só nossas, os nossos segredos caninos. E o mais incrível é que todos nós – a família que o acolheu – tínhamos coisas únicas com ele. O Paco soube moldar-se a cada um de nós, e tinha momentos em que era o cão de todos e outros em que era o cão de cada um de nós. Foi sem dúvida o cão dos cães e foi sem sombra de dúvida o cão do meu pai, a verdadeira dupla, dono/ cão. Pedi-lhe para n...