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A mostrar mensagens com a etiqueta agradecimento

41 pelos 14

É assim que as coisas acontecem, por uma série de razões que nos ultrapassam mas nunca por acaso. Os 41 anos são o inverso numérico dos 14 anos e mais uma vez, nada acontece por acaso. Desculpem-me os mais céticos nestas coisas, eu já tenho provas suficientes para acreditar.  Aos 41 anos assentou toda a poeira que andava pelos meu céu! Toda a poeira que ficou particularmente confusa precisamente aos 14 anos. Ao contrário do que habitualmente se diz: “era jovem e parva” ou algo do género, era efetivamente jovem mas nunca em momento algum parva, tola ou algo semelhante. Tinha 14 anos e por isso, o que era naquela altura não é o que sou hoje ainda que exista em mim essa miúda de 14 anos que perdeu o avô após um período de sofrimento longo e que por esse motivo deixou de acreditar em Deus e em tudo o que dissesse respeito à fé. Que arrumou o encanto pela vida e pelas coisas simples em questões pragmáticas e palpáveis. Que optou por apagar da visão do mundo a magia para se...

Doar Sangue

Dizem as noticias dos últimos dias que ainda faltam 40 mil unidades de sangue, que o sangue disponível não consegue suprir as necessidades. Em 2018 tornei-me dadora, não só pelo facto de conseguir ajudar pessoas que precisam mas também como forma de agradecimento para o cuidado que o sistema nacional de saúde teve comigo nos últimos tempos. Não podemos só exigir porque pagamos impostos, ainda que isso seja perfeitamente legitimo, pagamos muito, ainda assim temos de fazer a nossa parte. E esta parte não custa dinheiro. Eu sei que o pânico de agulhas e ver sangue é real e que muitas pessoas têm a vontade, mas não conseguem ou não reúnem as condições físicas para se tornarem dadores. Eu não sofro de nenhum destes males, nada do que ali se faz me faz impressão ou confusão. Eu vejo as operações que dão na televisão quer seja a pessoas ou a animais, por isso, na verdade não tenho qualquer motivo para não ser dadora. Ainda ontem tive a espetar uma agulha de soro na minha gata, para o ...

1 ano sem ti

Sem darmos conta, passou um ano. O tempo é implacável nestas coisas, corre sem parar, mesmo que algumas coisas nunca mudem.  Quando se perde uma pessoa importante, nada muda, a não ser a distancia da ausência. O resto é imutável, só a saudade que cresce e se multiplica. A minha ultima avó partiu faz hoje um ano, numa manhã de Janeiro com sol que reservou a chuva e o frio para nos acompanhar nos dias que se seguiram. Deixou-se ir, numa rendição que se adivinhou nos dias que antecederam a sua partida. No fim-de-semana, dela só restava um pouquinho de luz, senti a vida a deixá-la com suavidade. Ainda era ela, falou só porque a chamei, despedi-me dela com um beijo, estava quentinha e   bem aconchegada como sempre. Só foi só possível vivermos o que vivemos, em todas as férias de Agosto com minha avó, porque ela era como era! Apesar de se arreliar com a nossa vida louca e do pouco tempo que passávamos em casa e a fazer-lhe companhia, tinha mais curiosidade em saber o que...

Para ti

Caíram por terra esgotadas todas as definições de amor, deixaram de fazer sentido, qualquer uma que seja, na verdade do que sente o meu coração. Cada um inventa a sua e dá-lhe o sentido que bem entender. Podes refugiar-te em dissertações e reflexões esgotantes sobre ele, sem chegar a uma conclusão satisfatória. De todas as inconstâncias que se possa encontrar na vida, no amor não haverá incertezas ou incongruências, apenas a convicção do que se sente e do que se deseja. Nada mata o amor, nem mesmo a falta dele. Nem a tua falta de esperança ou a morte que lhe queres impor, o amor não morre nunca, nem por tua ou minha vontade, por nada! Vive dentro de nós, em todos os recantos do corpo, por dentro e por fora, é uma partícula que nos ocupa por inteiro. Só assim se explica que continues a respirar, mesmo depois de teres deixado de ter fé, é o amor que te mantém o sangue a correr. Essa busca incessante em perceber os porquês e como, nos acontecem as coisas mais inexplicáveis e mág...

Obrigado Março

Agora que Março está a acabar, acho que posso considerar que este foi o melhor Março dos últimos anos. Corrige-se assim a tendência que o tem acompanhado. Bem sei, não é o mês que mina esta altura do ano, são as circunstâncias. E que circunstâncias! E eu, estranhamente não sei quais as palavras certas para usar. Apenas Muito Obrigado por todo o carinho, tem sido incrível! 💓 #devevemosvoltarondejafomosfelizes #gratitude

Para as mulheres da minha vida

Estou em falta com a minha avó Maria, e não queria terminar janeiro sem falar sobre ela. Ainda me estou a habituar a esta condição de órfã de avós... Vou escrever sobre as mulheres da minha vida, onde obviamente está também a minha avó Maria, com o seu papel imprescindível. Muito se diz sobre a forma como as mulheres se lixam umas às outras e como podem ser venenosas entre elas e por aí fora, como se os homens entre eles não fizessem o mesmo. O que não se diz, é que as mulheres têm uma noção de grupo e de clã formidável! Por sermos mulheres temos em nós um dispositivo interno que nos faz automaticamente ajudar as outras mulheres e homens (é claro), mas sobretudo entre nós. Funcionamos como um todo. Como os lobos da alcateia, não deixamos as nossas para trás. Ajudamo-nos, tomamos conta umas das outras, ouvimos, damos a mão, amparamos os filhos, fortalecemo-nos e criamos laços profundos. Toda a mulher que tenha uma boa amiga, tem apoio garantido, nunca vai estar sozinha. Nun...

38 anos, 8 meses e 5 dias.

2 de Maio nunca mais será igual. Pensei e pensei se haveria de voltar a escrever sobre este tema, agora nesta altura do ano tão importante para mim, e lá vou eu de novo. É difícil celebrar o meu aniversário e ter esta constatação de realidade, a minha avó não está cá. Não está cá, não porque está doente ou porque se ausentou mas porque morreu. A vida chegou-lhe ao fim, e isto tudo é o resumo de uma vida em conjunto, que terminou no dia 7 de Janeiro 2017. Não vai estar nos meus aniversários, não me vai telefonar, não vamos às compras, não vai estar nem na casa dela, nem na minha, nem na nossa, não vai estar nos natais, no meu casamento, em lado nenhum. Não vai estar. Chama-se a isto: aprender a viver, tudo de novo, sem ti avó. Dia após dias, nestes anos todos da minha vida, foste presença certa. É simpático o que dizem as pessoas: tiveste sorte, com uma avó tanto tempo. É verdade, bem sei que sim. Sou grata por isso e sei que foi um privilégio único e que poucos têm. Qu...

Obrigado!

Agora que finaliza o ano e a mim não me irá deixar saudades… é importante reflectir que nem tudo foi mau J …como é óbvio. O mau foi mau, e sobre isso já escrevi noutro texto, não irei repetir, está feito. Aprendo o que tiver de aprender e pronto. Não me posso esquecer, que apesar de todas as contrariedades 2013 também teve coisas boas e essas devem ser celebradas com um agradecimento.  Por isso aqui vão os meus agradecimentos para finalizar 2013 em beleza… - Aos meus pais que são aquelas pessoas incondicionais, sempre presentes, enfrentam tudo e são o maior apoio que posso ter. São o meu pilar e são acima de tudo aquelas pessoas que materializam o verdadeiro sentido da palavra: família. Nunca lhes agradecerei o suficiente. - Obrigado por meterem concedido mais um ano na companhia das minhas avós. São umas resistentes, este ano foi muito difícil para elas e para toda a família. Mas são feitas de uma fibra especial, que as mantém firmes. - À Rita, a minha irmã…por tu...