Sem darmos conta, passou um ano. O tempo é implacável nestas coisas, corre sem parar, mesmo que algumas coisas nunca mudem. Quando se perde uma pessoa importante, nada muda, a não ser a distancia da ausência. O resto é imutável, só a saudade que cresce e se multiplica. A minha ultima avó partiu faz hoje um ano, numa manhã de Janeiro com sol que reservou a chuva e o frio para nos acompanhar nos dias que se seguiram. Deixou-se ir, numa rendição que se adivinhou nos dias que antecederam a sua partida. No fim-de-semana, dela só restava um pouquinho de luz, senti a vida a deixá-la com suavidade. Ainda era ela, falou só porque a chamei, despedi-me dela com um beijo, estava quentinha e bem aconchegada como sempre. Só foi só possível vivermos o que vivemos, em todas as férias de Agosto com minha avó, porque ela era como era! Apesar de se arreliar com a nossa vida louca e do pouco tempo que passávamos em casa e a fazer-lhe companhia, tinha mais curiosidade em saber o que...
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