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Morrer

Morre-se de saudades, de sede, de fome e de vontade. Morre-se todos os dias quando não se diz o que se quer. Quando vivemos subjugados pelo medo, pela indiferença, pela crueldade e falta de amor. Morre-se com o veneno dos dias medíocres, das pessoas, dos entraves e dos boatos. Morre-se com saudades do que nunca se viveu, do que se viveu, dos que já partiram, das almas boas que seguem, dos cães e dos gatos. Morre-se de frio e de calor. Morre-se de ignorância, da falta de raça e do rancor. Morre-se da doença física e espiritual. Morre-se porque é o fim natural de todas as coisas.  

Roma e Pavia não se fizeram num dia!

Diz o ditado! Quando uma pessoa se predispõe a fazer dieta, sabe de antemão, que a coisa vai doer! Custa só de imaginar que vamos passar fome. Claro que o passar fome é relativo, porque não passamos fome ao ponto de se tornar intolerável. Passamos a racionar a comida e o corpo habituado a comer tudo e mais alguma coisa, fica baralhado com a ausência dos pequenos, médios e gigantes devaneios de degustação. Aprendemos truques sobre os alimentos, o que não misturar, o que não comer de todo, os horários, as porções e assim ficamos a saber como corrigir um devaneio gigantesco, como o natal, por exemplo. Entretanto o corpo vai-se moldando ao novo regime. Costumo dizer que engordo só de pensar! A sério, é dramático… só de sonhar com as bolas de Berlim da praia acordo com mais um quilo. Mas já o disse várias vezes e reafirmo, uma das qualidades mais fantásticas no ser humano é a capacidade de adaptação, por isso… pode demorar dias, semanas ou meses mas o corpo, a nossa vonta...