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Temos a vida que escolhemos

Dizem que somos nós que escolhemos o que queremos viver na vida que temos. Ou que temos de viver o que temos de superar, e quanto a isso não temos qualquer escapatória. Em todo o caso, o que temos de viver conseguimos suportar. Não nos destacam para missões que não conseguimos comportar ou tolerar, e com isto concluo, que as pessoas com vidas difíceis, têm quase um estatuto de super heróis! Não só aguentam como ainda escolheram passar pelo que têm de viver, é dose! De qualquer modo, ninguém fica a salvo. O que difere são as missões que cada um tem, os desafios que tem de enfrentar. São pessoais e intransmissíveis. O difícil nisto tudo é perceber porque escolhemos sofrer, ou porque temos de sofrer. Sim, bem sei… o sofrimento faz parte da vida como a felicidade. E não estamos sempre em sofrimento ou sempre em euforia, vivemos entre um e outro, com picos em cada um deles. Só que temos a terrível tendência de “valorizar” a dor em detrimento da alegria. Achamos sempre que a d...

Caminho certo

Uma pessoa perde-se, e acha que está no caminho certo. Até que um dia, volta tudo atrás por instantes e percebe que não. Ser racional acabou com os teus sonhos? Não. Transformou-os. Foi pelo melhor, sim. Naquele contexto. E agora? Não podes continuar a fugir da verdade. Voltaste lá, não foi? Afinal esses sonhos, esse propósito maior ainda vive dentro de ti. Está ai dentro, em repouso absoluto, em anos de convalescença forçada. Tinha de ser, disseste. Tem de ser. Escolheste. Fizeste e seguiste o caminho racional. O caminho sem paixão, o caminho útil. Sem graça mas necessário. O melhor e mais certo. Para ti e para os outros. O convencional e aceitável. O seguro. Está feito. E agora? É conhecimento e experiência que não se perde. É mais um valor que tens. Mais um. E os outros valores do começo? Aqueles que vinham lá de longe? Aqueles que cresceram contigo e dentro de ti? Tiveste de ir ver e sentir o que é ter paixão por alguma coisa.  As coisas que só a ar...

Remar contra a corrente

Brincar com os sentimentos das pessoas, não é bonito e não se faz. É mais ou menos uma verdade universal, ou pelo menos, assim achei que seria. Sempre aconteceu e vá, uma vez por outra todos nós cometemos esta falha com alguém, uns sem intenção outros por puro egoísmo. Claro que sim, é normal. A imperfeição acompanha-nos como a perfeição, o que escolhemos fazer com elas é que nos distingue. Esta coisa da sociedade em que vivemos, que nos permite estar próximos e mais ligados do que nunca, parece que ao mesmo tempo nos torna descartáveis. Acabamos por estar ao mesmo nível da Telepizza (que presta um belíssimo serviço, entenda-se), onde escolhemos por catálogo: o que queremos comer, a junção perfeita de ingredientes, o contexto/ massa, o local de entrega, hora e como vamos pagar. É basicamente o que vai acontecendo com a interação humana.  Os relacionamentos de comprometimento ou empenho são coisas medievais ou mesmo jurássicas, e os dinossauros já saíram de cena há ...

A importância de um nome

Todos nós temos um nome, o nome dá-nos um significado ou somos nós que damos significado ao nosso nome!? Bem, eu acho que são as duas coisas juntas.  Quando nascemos, os nossos pais escolhem um nome porque gostam, porque é o nome do pai ou da mãe, do avó ou da avó, dum amigo ou alguém que marcou, um personagem de um livro ou filme...é uma escolha pensada, porque essa pessoa com o nome escolhido por eles irá acompanhá-los por toda a vida.  Pessoalmente acho que não devemos dar o nome do nosso pai, avô, avó, bisavó aos nosso filhos (volto a frisar é a minha opinião), porque somos únicos! O António filho do António, neto e bisneto do António é obviamente uma pessoa única pelas suas características, mas teve o azar de ter o peso do nome de família associado ao seu próprio nome e mesmo que isso não interfira directamente com a sua vida, dá-lhe a responsabilidade do legado do nome, não que não se tenhamos sempre essa responsabilidade pelo sangue...mas pelo nome vêem as invitáve...