Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta rotina

Inexistência

Def. adjetivo de 2 géneros: 1. que está em falta 2. que não existe É assim que se define a palavra inexistente: o que está em falta ou o que não existe. Algumas palavras só ganham realmente sentido quando algo está em falta ou deixa de existir, como é o caso da palavra inexistente. Tantas vezes usada e nem sempre fácil de materializar o seu sentido. A inexistência tem-me fixado os pés na terra, sempre que, sem dar conta viajo pela existência de pessoas e situações inexistentes. Deixo-me vaguear por pensamentos familiares e por memórias que ainda me parecem presentes, como se conseguisse estender o inexistente pelo presente. É tão real que parece verdadeiro. Como se ainda acenassem naquela janela, onde tantas vezes esperam por nós. Como se a rotina não tivesse mudado e as listas de compromissos não se tivessem reajustado à nova realidade. Ainda se sente tudo recente, como se não tivesse acontecido porque a presença não se ausentou na inexistência, faz parte do dia-a-dia...

Reserva para dois

No desafio de escrever diariamente, os temas banais podem guardar algumas surpresas! Como uma simples marcação de agenda se pode tornar num tema de desenvolvimento? Ou uma simples ocasião? Um encontro? Um jantar? Ou levar o lixo ao contentor? Talvez não seja preciso um tema de fundo para que se desenvolva uma ideia. Acontecem tantas coisas simples durante um dia que podem condicionar tudo ou até mudar o que segue. Talvez seja esse o principal motivo porque saímos com os nossos amigos e fazemos coisas lúdicas, para que a rotina e o dia-a-dia ganhem outros contornos e se tornem dignos de nota. Bem vistas as coisas, a maior parte dos dias são apenas isso, dias em que se acorda, despacha-se para o trabalho, fica-se no trabalho e segue-se para casa, dias em que chover pode ser o mais entusiasmante das 24h. Se não nos ocuparmos com alguma coisa que nos estimule ou que quebre a rotina, a vida fica previsivelmente enfadonha! Então precisamos sair da zona de conforto e partir par...

Voar

Enquanto uns dormem, outros partem à aventura... Não sabem para onde vão ou o que vão fazer, só sabem que vão! Sozinhos ou acompanhados, partem com a convicção da conquista eminente. Na bagagem levam aprendizagens, espaço em branco para novas lições e uma vontade enorme de crescer cada vez mais. Imparáveis heróis dos tempos modernos, aqueles que ainda acreditam que o amor salva tudo! Podes querer muito que o outro veja o amor como ele é, mas não o podes fazer ver com o teu olhar.  De mil e uma maneiras, inversões, invenções, ideias, estratégias, tudo…faz-se de tudo para que pareça natural o que devia fluir por si só. Sem que fosse preciso fazer o pino, arranjar um tema, um objetivo, uma suposição… acontecer só porque é natural.  O que acontece entre duas pessoas que se descobrem ou que se encontram sem se procurar, deve ser inato. Não deve obedecer a rotinas, calendários, agendas ou disponibilidade. É sentir, só isso. Deixar acontecer. Somos os nossos principa...

Jet-lag

  Quando eu quero, tu não queres. Quando eu posso, tu não podes. Ás vezes queremos mas estamos em pontos opostos do mapa, ou a rotina ou os compromissos. Nem em sonhos nos encontramos, porque acordo cedo e deito-me tarde, porque dormes pouco e não se consegue nada com pouco tempo a sonhar. Porque sonho acordada e tu não. Sou demasiado racional para libertar coisas. Mas parece que este é um problema da sociedade actual. Felizmente ou infelizmente, não é exclusivamente meu ou nosso. As pessoas deixaram de saber relacionar-se. Deixaram de acreditar em milagres, magia, amor e algum romantismo. O fim das cartas por correio assinala a morte prematura destas coisas todas. Deixou de se saber esperar, deixou de se acreditar… do conhecer com tempo e com disponibilidade. O de estar só por estar. Saber esperar por um telefonema, por uma carta, por que nos batessem à porta. Encontros marcados com semanas de antecedência, sem hipótese de desmarcar e sem querer desmarcar. Ansiedade q...

Distância de Segurança

Vamos manter-nos assim. Tu aí e eu aqui. Criámos fronteiras de coisas, barreiras de rotinas e normalidades e mais algum lixo da vida real. O tempo que não se tem para se fazer tudo o que se precisa como pretexto para não continuar a fazê-lo. E eu gosto de tempo… de ter muito tempo para dispor dele como entender. Para me dispor a sentir o tempo como deve de ser. A vida é feita de contrastes, sou a primeira a cumprir a regras. Sigo uma linha condutora imaginária que me alinha o caminho mas que nem sempre me alinha o espírito (quase nunca me alinha o espírito). Gosto da supressão das bermas, quando me esbarro com estes sinais na estrada, sei sempre que são para mim. Mantém-te aí em linha com o caminho, como se a berma não pudesse ser uma alternativa. Quem disse que o certo é o a direito ou em linha reta? E ficamos assim, eu aqui e tu aí. Assustam-me os efeitos secundários todos, aqueles que desconheço e os que sei que acontecem quase sempre. As coisas que não se controlam...