As questões de identidade nacional andam pelas ruas da amargura, nos dias que correm. Com quase meio milhão de pessoas a abandonarem Portugal por ano, não é fácil fomentar a união, num país ao abandono. É assim que se sentem as coisas… onde o capital está acima das vidas humanas que alimentam o país e são cada vez menos e a tendência é para serem cada vez menos e menos. Estaremos à beira da extinção? (é tema para outro texto) Então surge o futebol com o estandarte da união nacional, do patriotismo, a mão no peito e as lágrimas a correrem quando toca o hino. Para os que partem, as lembranças do que deixaram para trás e para os que ficam a emoção do sangue que corre nas veias, com uma estoica força que os mantem nesta terra por tempo indeterminado. No campo jogam onze e por todo o mundo torcem milhões. Quando entram em campo não são o Ronaldo, o Beto, o Miguel Veloso, o Hugo Almeida… são Portugal. Sou eu, o Carlos, a Rita, o Pedro, a Ana… somos todos nós. Não é o melhor...
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