Gostam de passear entre comboios. Fazer várias linhas. Querem parar numa estação. Agrada-lhes a ideia de sair e fazer umas visita. Arriscar a descobrir e explorar uma zona nova. Dar-se ao luxo do passeio e das surpresas que possam advir. Mas assim que o comboio se aproxima da estação ficam imóveis, não se levantam, e o comboio volta a arrancar. A viagem não cessa mas não há maneira de esbaterem a inércia que os impede de saltar entre portas e correr em direcção ao risco. Gostam do suave embalar do pêndulo, ora mais ritmado e desafiante, ora mais espaçado e sem grande exigência. Mas mantém-se em andamento. Não abandonam os carris. Ouve-se o barulho a atravessar as cidades. Mas de quem lá vai dentro, nem um fragmento de visibilidade. E chega o dia em que o comboio é encostado – renovaram-se as composições. Faz-se o balanço positivo e bem sucedido de todas as viagens que chegaram a bom porto, e o conforto de todas as pessoas que por lá passaram uma, dua...
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