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Novo ano - renovação

Estes são os meus votos para esta quadra e para o novo ano que se avizinha. Não são exclusivos deste momento, porque na prática, acho que temos o dever de procurar mudar de página ou seguir os nossos sonhos em qualquer altura. É um crédito que nos dão com a longevidade, enquanto estivermos vivos podemos e devemos sempre tentar. Preocupamo-nos em excesso com coisas que não valem o esforço, coisas estas que podem ser também pessoas. Permitimos com facilidade que outros descarreguem sobre nós o azedume e frustrações e que com isso nos suguem o brilho e a energia. Permitimos que a inveja de outros nos condicione a vida e que nos afete, tentamos ser bonzinhos para os outros numa versão melhor de nós próprios como uma dádiva e na primeira hipótese que têm falam mal nas nossas costas ou desejam-nos o pior que ser humano pode desejar um ao outro. Na realidade não podemos fazer nada em relação a isto, porque pessoas más, invejosas e mesquinhas irão sempre existir e mais cedo ou ...

Balanço

Estamos a chegar ao fim de mais um ano e este foi supersónico! Ainda ontem era 1 de Janeiro de 2018 e eis que afinal estamos quase a 31 Dezembro de 2018, no meio acontecem como sempre, os restantes dias. Não foram poucos, mas são sempre rápidos na forma como se vivem, nem parecem ter 24h nem parecem ser 365 dias. Que quererá isto dizer? Que se vive a um ritmo alucinante? Que não se faz o que se deve? Que a vida está a passar depressa demais? Bem...talvez não seja bom ver as coisas por este prisma... De qualquer modo, quer se queira quer não, o ano está mesmo a terminar. E no espaço de um ano pode acontecer muita coisa e pode-se viver muitas coisas. Não é suposto começar e terminar o ano da mesma forma, caso contrário iria parecer que não se viveu nada.  No espaço de um ano, nascem e morrem pessoas, constroem e destroem-se casas, apaixonamo-nos e decepcionamo-nos, atravessamos o Inverno, Primavera, Verão e o Outono, reencontramos pessoas, conhecemos novas caras, novos si...

O Manifesto

Ia ser fofinho. Não foi possivel, fica para a próxima. Basta de promessas falsas e da má utilização das palavras. O peditório da boa vontade chegou ao fim, isto não é nenhuma acção humanitária. É preciso expulsar todos os desmazelados sentimentais que arrastam boas almas para o purgatório. Não queremos mais disto. Queremos pessoas que se responsabilizam por aquilo que dizem e que fazem, e por aquilo que não dizem e por aquilo que não fazem. Dizemos não, a montes de retalhos e as vitimas de estilhaços de guerra conjugal. Somos pelas pessoas que não têm medo de dar o corpo às balas ou de se atirar para fora de pé. Não queremos mais mortos vivos ou outras formas de vida paralela. Também somos peremptoriamente contra todos os que fingem ser uma coisa de depois são outra. Decretamos o fim a ladainhas gastas e promessas sem sentido, cuspidas da boca para fora. Morte ao falso, aos plásticos e às falsificações baratas, mesmo que de boa qualidade! Pelo fim dos invert...

Virados do avesso

Aviso: se continuarmos a viver assim, vamos acabar muito mal. Não sou portadora de más noticias ou de grandes desgraças, mas sei o que vejo e o que sinto. Se continuarmos a considerar as pessoas como adereços sociais, verbos de encher, excedentes no mundo, peças que apenas servem para servir não vamos a lado nenhum! Mais uma vez volto a bater na mesma tecla: o dinheiro, a economia não podem estar a cima da vida. Não podem valer mais do eu, tu e nós todos. Não compreendo e não aceito isto. Pode ser utópico, mas vai acabar por dar cabo do mundo!!!!! Ou mudamos e passamos a respeitar-nos, a compreender a importância única que cada um de nós tem, o valor e a mais valia que cada um tem ou nem a economia nos vai salvar. Esta postura mina o espirito das pessoas… deixa-nos doentes, deixa-nos tristes, incapazes, impotentes, raivosos, e pior de tudo… está em crescente.   As empresas justificam despedimentos pela falta de lucro, cortam nos rendimentos porque preferem investir n...

Lição do dia

Se o arrependimento matasse, estaria fulminada! Dei por mim a vasculhar nas pastas perdidas do meu e-mail pessoal e encontrei coisas tão engraçadas, trocas de e-mails tão divertidas, coisas bonitas essencialmente. Depois resolvi continuar a procurar outras trocas, mas nada… e lembrei-me: ups apaguei tudo! Recordo que em tempos criei uma pasta onde depositei tudo ao monte, como se faz com a tralha velha. Num dia menos bom, devo ter feito o delete completo, sem hipótese de reverter. Pois é, o fim das histórias, relações ou seja lá o que for tem sempre este quê de dramático! Eu resolvo assim, apago tudo, devolvo tudo, deito fora como se isso fosse apagar as memórias ou o sofrimento. Não deixa de ser terapêutico, mas depois passado algum tempo perde-se no tempo o que foi mau e o bom também, no impulso apenas do lado mau. Isso é uma treta…não vai resolver nada, muito menos apaga o quer que seja. Só torna ténue os factos do passado e perde-se o fio à meada. Eu sei que partil...

Decretos essenciais

Alguém que decrete o fim das pessoas vazias! Podemos decretar o fim de tudo o que não nos é necessário porque motivo for?! Não podemos aceitar mais do mesmo que já não queremos, simplesmente sabemos que não queremos mais… não que isso nos impeça de viver, impede-nos de repetir comportamentos que não nos preenchem. Decreto o fim ao desnecessário! A idade pode roubar-nos tempo, mas o que ganhamos em sabedoria em alguns casos compensa bem o tempo que não vamos recuperar, por outro lado vai também possibilitar-nos de não perdermos tempo com o supérfluo! Se não recuperamos o tempo que já vivemos, não podemos perder tempo com o que não é bom para nós ou o que sabemos, de antemão, que não queremos ou não nos serve. Volto a repetir, decreto o fim ao desnecessário! Não é o fim aos erros (porque esses vamos sempre cometer, já que fazem parte do processo de aprendizagem diário), mas o fim ao dispensável! De tudo o que é inútil para a nossa evolução, se não evoluímos estamos a boicota...

O fim do fim

Espera-se uma vida inteira pelo fim do fim. Neste caso é um fim do fim, que não é determinante mas que abre portas para uma nova mudança. Eu adoro mudanças, mesmo que me possam destabilizar. Uma destabilização para encontrar o caminho certo ou uma desordem momentânea para encontrar a ordem certa, a minha. Demasiada ordem também não é para mim. Este é um fim esperado à algum tempo, nunca é quando queremos…é quando tem de ser e não vale a pena contrariar. É o mesmo quando achamos que deixámos de gostar daquela pessoa e assumimos que outra se seguirá. E é verdade, ela virá mas não quando achamos que estamos preparados para ela porque na verdade não estamos. Só o facto de pensarmos assim, denuncia a nossa falta de preparação! Tudo irá acontecer quando não pensarmos mais no assunto, simples e naturalmente. Criamos o terrível hábito e prever as coisas e esquecemos que a espontaneidade é a melhor parte da vida! Ao longo deste período, sei bem que nalguns casos “pagou o just...

Ao mês de Março!

"O nome "março" surgiu na Roma Antiga, quando era o primeiro mês do ano e chamava-se Martius, de Marte, o deus romano da guerra. Em Roma, onde o clima é mediterrânico, março é o primeiro mês da primavera, um evento lógico para se iniciar um novo ano, bem como para que se comece a temporada das campanhas militares." Eis que Março se aproxima a passos largos…e assim se passam dois meses. Não estou a fazer um balanço de 2014, porque ainda é cedo, mas quero apenas deixar registado que detesto o mês de Março! E atenção, não é não gosto, é mesmo detesto! E tenho motivos para isso porque é sempre o mês em que todo o mal se reúne para me fazer a vida negra. As únicas vantagens de Março é que começa a Primavera e muda a hora, marca o inicio dos dias grandes. O signo correspondente também não ajuda, Peixes: não morremos de amores. Deve ser do excesso de sensibilidade, como sou mais todo o terreno, a extra-sensibilidade pisciana tira-me do sério. Claro que exist...