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A Bondade

É comum ouvirmos dizer e até dizermos: "tenho-me portado tão bem que mereço um prémio" ou "só por ter feito/pensado nisto, devias dar-me uma recompensa" são muitos os exemplos possíveis. As questões do certo e errado, do bom e do mau e das compensações que merecemos pelo bem que fazemos aos outros e a nós próprios, são ideias que nos "vendem" e que têm como principal objetivo fomentar o bom desempenho e de certa maneira estimular a competição entre todos. Os que executam boas ações recebem mais compensações, afinal de contas merecem-nas. É lógico que as boas ações e intenções, quando cumpridas com profunda entrega nos fazem sentir bem, a bondade dizem alguns estudiosos nos temas do comportamento humano é saudável e a base para um cérebro mais sadio. “Só assim poderemos reduzir o sofrimento no mundo. Acredito na gentileza, na ternura e na bondade, mas temos que nos treinar nisso.” - Richard Davidson, PhD em neuropsicologia e pesquisador na área de...

Incredibilidade

Não consigo evitar! Espanta-me sempre a incapacidade que as pessoas têm de não se sentirem responsáveis pelo que fazem.  Numa primeira instância, a incredibilidade instala-se e ficamos sem reação, depois passada esta fase passa a ser apenas cómico! O que se deve aprender com a vida, com a experiência, com a história pessoal de cada um é muito mais do simplesmente seguir a rotina, pelo caminho pressupõe-se que as pessoas tenham capacidade a aprender as lições que precisam e as que devem. Existem coisas básicas, que a meu ver são básicas, como: se vou semear laranjas não vou estar à espera de colher maçãs! Se sou gentil os outros serão gentis comigo, se sou educada serão educados comigo e por ai fora, é assim que as coisas se encadeiam na vida. Mesmo que numa primeira fase, o outro comece com falta de educação e desrespeito, se mantivermos a postura certa, positiva e construtiva, mais cedo ou mais tarde ou outro irá acabar por mudar de postura. Bem, também é preciso que o outr...

O Manifesto

Ia ser fofinho. Não foi possivel, fica para a próxima. Basta de promessas falsas e da má utilização das palavras. O peditório da boa vontade chegou ao fim, isto não é nenhuma acção humanitária. É preciso expulsar todos os desmazelados sentimentais que arrastam boas almas para o purgatório. Não queremos mais disto. Queremos pessoas que se responsabilizam por aquilo que dizem e que fazem, e por aquilo que não dizem e por aquilo que não fazem. Dizemos não, a montes de retalhos e as vitimas de estilhaços de guerra conjugal. Somos pelas pessoas que não têm medo de dar o corpo às balas ou de se atirar para fora de pé. Não queremos mais mortos vivos ou outras formas de vida paralela. Também somos peremptoriamente contra todos os que fingem ser uma coisa de depois são outra. Decretamos o fim a ladainhas gastas e promessas sem sentido, cuspidas da boca para fora. Morte ao falso, aos plásticos e às falsificações baratas, mesmo que de boa qualidade! Pelo fim dos invert...

Até para ser festivaleiro, é preciso saber estar...

Não consigo perceber porque compram as pessoas bilhetes para um festival/ concerto e se posicionam de costas para o palco? Pior! estão todos os concertos a falar com os amigos aos gritos??? Neste caso já teria um bom uso para o selfiestick, seria para lhes dar com ele na cabeça!!!! Vamos lá pensar sobre o tema… Se compro bilhete é porque quero ver. Vou investir dinheiro (pelo menos o meu não cai do céu nem se reproduz com facilidade) Junto um grupo porreiro de amigos e vamos todos para o evento com a mesma motivação. Se vou ficar de costas para o palco um concerto inteiro, então é melhor ir procurar outro palco dentro do festival que me interesse. Ou vou comer ou fazer um xixizinho…mas não fico a azucrinar a cabeça das restantes pessoas à volta com conversas da treta. Também me irrita solenemente as pessoas que estão sempre a mudar de sitio. E deslocam-se entre a multidão como se não fossem pessoas que estivessem a empurrar mas uma porta, um calhau ou assim… Qual é a gr...

Confidencias

  A noite é propicia para confidencias, sempre foi e sempre será. Numa dessas noites, já longas e meio da semana acabamos três amigos num bar em Lisboa… já tínhamos esticado a corda e como estávamos a passar ao lado do bar, não fizemos mais nada, parámos o carro e entrámos. Iriamos trabalhar com cara de insónia na mesma, por isso mais valia aproveitar. Quando o despertador tocasse logo se veria… Nessa noite, as conversas invariavelmente levaram-nos para a forma como agimos nos relacionamentos: o que queremos, o que fazemos… no fundo como nos comportamos. E assim, entre um copo e outro lá fomos partilhando as nossas inquietações e é sempre interessante perceber o que se passa na cabeça dos homens. Neste contexto em minoria mas sem tabus na partilha. Ouvi atentamente, como sempre faço quando o tema me interessa e a pessoa é interessante e lá me predispus a compartilhar a minha visão das coisas e a forma como me comporto. Nunca o tinha feito assim, muito menos com um home...