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A mostrar mensagens com a etiqueta aventura

Valentina

Faz um ano que fui buscar a Valentina. A Amigato tinha-a recolhido da rua, muito pequenina e mirrada. Numa daquelas imagens que o algoritmo (que sabe tudo o que precisamos) do facebook nos mostra “aleatoriamente “pareceu-me ela. E lá fui eu, conhecer a Valentina que por aqueles dias ainda se chamava Letoya. Fui de coração partido com a perda da minha Picachu e pouco restabelecida das semanas duras que tínhamos vivido. Nem sei se foi coragem, carência ou alguma demência que me fez em tão pouco tempo procurar outra gatinha. A veterinária, também ela pouco refeita pela perda da Picachu, recomendou que esperasse um tempo. Eu e a Joaninha passamos uma semana complicada após a morte da nossa menina. A Joaninha visivelmente desorientada aguentou-se como pode apesar de ter ficado assim alguns meses. Nessa semana teve de reaprender a viver sozinha, que para ela é um tormento! Eu tive de me conformar com a ausência da gata mais querida que alguma vez tive e aprender a perdoar-me por nã...

Obrigado Março

Agora que Março está a acabar, acho que posso considerar que este foi o melhor Março dos últimos anos. Corrige-se assim a tendência que o tem acompanhado. Bem sei, não é o mês que mina esta altura do ano, são as circunstâncias. E que circunstâncias! E eu, estranhamente não sei quais as palavras certas para usar. Apenas Muito Obrigado por todo o carinho, tem sido incrível! 💓 #devevemosvoltarondejafomosfelizes #gratitude

Voar

Enquanto uns dormem, outros partem à aventura... Não sabem para onde vão ou o que vão fazer, só sabem que vão! Sozinhos ou acompanhados, partem com a convicção da conquista eminente. Na bagagem levam aprendizagens, espaço em branco para novas lições e uma vontade enorme de crescer cada vez mais. Imparáveis heróis dos tempos modernos, aqueles que ainda acreditam que o amor salva tudo! Podes querer muito que o outro veja o amor como ele é, mas não o podes fazer ver com o teu olhar.  De mil e uma maneiras, inversões, invenções, ideias, estratégias, tudo…faz-se de tudo para que pareça natural o que devia fluir por si só. Sem que fosse preciso fazer o pino, arranjar um tema, um objetivo, uma suposição… acontecer só porque é natural.  O que acontece entre duas pessoas que se descobrem ou que se encontram sem se procurar, deve ser inato. Não deve obedecer a rotinas, calendários, agendas ou disponibilidade. É sentir, só isso. Deixar acontecer. Somos os nossos principa...

Turismo

Fazer turismo é provavelmente a melhor ocupação que se pode ter. Não é fazer turismo como quem faz turismo.  É saber fazer turismo, sem medo de descobrir o desconhecido. Aceitando os imprevistos, a falta de luz e a fome. Um turismo diferente, pensado para pessoas, situações e locais diferentes. Não é ser um turista acidental nem fazer turismo só por fazer.  É ser aventureiro, explorador daqueles sítios reservados aos poucos heróis que têm sorte de descobrir todo um mundo escondido. Os que acreditam no que sentem e atiram-se sem medos. Os que socorrem os apelos do corpo com viagens turísticas aos pormenores mais recônditos do corpo humano. Não é para todos, só os corajosos chegam lá. É sobreviver aos dias maus. Às chuvas e trovoadas. Ao pouco, ao muito e ao nada. É saber esperar, como um caçador espera pela presa. O momento certo faz a diferença. É saber farejar, lamber e rastejar os pormenores nas pequenas dobras, detalhes, sinais e marcas. Mapas de tesouros que n...

Finley Qualey na Aula Magna

Quando o conceito do Super Bock Super Rock era outra coisa, tive sorte de ver o Finley Qualey ao vivo.  Um homem que fuma e bebe em palco, tinha de proporcionar uma noite inesquecível! O reggae no seu melhor. Tudo o que pode esperar de um artista! E hoje deparo-me com esta noticia no Blitz: “Finley Quaye, estrela dos anos 90, expulso de palco por promotor do seu próprio concerto” Sem surpresa! Julgo que o Finley nunca mais editou nada, o que é uma pena! É muito bom música, as letras são boas e a sonoridade muito envolvente. Foi assim o concerto na Aula Magna à uns anos atrás… Um espaço pequeno, cheio e eletrizante a vibrar com Finley Qualey. Tenho saudades disto!

Nirvana no dramático de Cascais

Apropriado para esta semana, em que fui ver o documentário sobre a vida do Kurt Cobain.  Fiquei a entender porque se apresentou em Cascais completamento apático. O concerto aconteceu a 6 de Fevereiro 1994 e o Kurt cometeu suicídio a 5 de Abril do mesmo ano. Não devia estar no auge do contentamento... No palco esteve apenas para fazer o que lhe competia com nenhuma interacção com o público. Apenas cantou e tocou, sem dirigir uma única palavra ao público presente. Na altura achei aquilo demais, e fez-me gostar menos de todo o concerto. Só que eram os Nirvana e a eles tudo se perdoa. Recordo do meu pai me dizer: "olha aquele tipo que foste ver no outro dia, morreu. Estava a dar nas noticias." Acho que nem fiquei surpreendida, talvez suspeitasse que seria o desfecho lógico.  Sempre achei que o Kurt Cobain era um homem denso, profundo e melancólico e comprovou-se com o documentário.  Não iria dar para viver mais do que foi. A vida não foi fácil para o Kurt, um tip...

Guns N Roses - Alvalade 2 Julho 1992

O concerto que não aconteceu porque eu não fui. É de todos os que não fui, aquele que mais me marcou, por uma série de acontecimentos. Queria mesmo ter ido! Foi o apogeu do Axl Rose, como se comprovou mais tarde… nunca mais voltou a ser o mesmo, aliás os Guns tornaram-se uma bandalheira que ficou presa naquele tempo. Não conseguiram cimentar o percurso musical para além daquele período histórico. Adiante… 1992 foi o ano do cão para toda a nossa família, começou com o desfecho tenebroso em 1991 com os AVC’s do meu avô e com o morte dele em Março. Depois disso piorou com a crise de apêndice da minha irmã, que era supostamente uma coisa simples para uma operação de meia hora e demorou 3h! Ainda por cima a minha irmã estava a começar a época de exames de acesso à universidade, o último ano da PGA. Digamos que 1992, foi o ano dos anos… O concerto só seria em Julho, a minha irmã já estaria boa e íamos com a minha prima e outra amiga. Como filha mais nova, não poderia ir sozi...

O poder da música

“The power of music has long been celebrated by philosophers, poets, statesman and activists. Music has the power to seduce, inspire, soothe, and fortify” (Roy, 2010). Aqui está uma afirmação irrefutável! A música tem poder. Para mim é uma espécie de 24/7 está sempre presente. É o meu momento de relax e de concentração, é inspiração ou simplesmente preenche um vazio. Uma coisa é certa, é o único silêncio que tenho à minha volta. Mesmo quando não está a tocar, tenho música dentro da cabeça e no coração. A minha vida está cheia de bandas sonoras, em locais e momentos específicos. Memórias com telediscos, programas de música, cassetes, discos, dvd’s, revistas e livros. Os hobbies são concertos, colecionar cd’s e músicas avulso. Nenhuma viagem acontece sem o alinhamento musical previamente definido. Os bilhetes de concertos guardam histórias, palavras, amores, algumas lágrimas e milhares de sorrisos. Não sei ao certo como se deu a descoberta, não foi seguramente com o solf...