Que maior contrassenso poderá haver, do que guardar os contactos dos mortos e apagar o dos vivos? Uns partiram involuntariamente, já os outros assim o escolheram, estão no seu direito, não me interpretem mal. Da mesma forma, que decido os contactos a manter, outros farão o mesmo. Somos livres para escolher quem queremos ter por perto e quem não queremos. O mundo é feito de escolhas, mais ou menos determinantes, livres e opcionais. Quão terapêutico pode ser um delete? Muito! Todos sabemos disso. Mas só o é, se não for apenas um delete na agenda mas na alma também. Não adianta apagar um contacto, se aquela pessoa continuar a ressoar dentro de nós. Pode ser o primeiro passo para desaparecer, só não será naquele momento. Nem sempre é facil, ainda que necessário, apagar nomes e referências de pessoas que de algum modo fizeram parte da nossa história mas temos de ser práticos. Tal como se faz com a arrumação de um armário, se não se usa para quê guardar? Ok, estou-me a ...
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