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Mensagens

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Homens pendentes

Gostam de passear entre comboios. Fazer várias linhas. Querem parar numa estação.  Agrada-lhes a ideia de sair e fazer umas visita. Arriscar a descobrir e explorar uma zona nova.  Dar-se ao luxo do passeio e das surpresas que possam advir.  Mas assim que o comboio se aproxima da estação ficam imóveis, não se levantam, e o comboio volta a arrancar. A viagem não cessa mas não há maneira de esbaterem a inércia que os impede de saltar entre portas e correr em direcção ao risco. Gostam do suave embalar do pêndulo, ora mais ritmado e desafiante, ora mais espaçado e sem grande exigência. Mas mantém-se em andamento. Não abandonam os carris. Ouve-se o barulho a atravessar as cidades. Mas de quem lá vai dentro,  nem um fragmento de visibilidade. E chega o dia em que o comboio é encostado – renovaram-se as composições. Faz-se o balanço positivo e bem sucedido de todas as viagens que chegaram a bom porto, e o conforto de todas as pessoas que por lá passaram uma, dua...

Amor Líquido e outras histórias

Ontem, um amigo relembrou-me Zygmunt Bauman, sociólogo Polaco que estuda o comportamento da sociedade actual nas mais diversas áreas. Descobri o Bauman pelo livro “Amor Líquido”, só de ler o prefácio percebi que empiricamente e sem alguma vez me ter debruçado cientificamente sobre o tema, que este senhor escrevia o que pensava, sem ter a certeza. O “Amor Liquido” fala sobre a fragilidade dos laços humanos, hoje. “Bauman analisa assim o modo como a nossa era, que ele designa por modernidade líquida, ameaça a capacidade de amar e os crescentes níveis de insegurança, tanto nas relações amorosas como nas familiares, e até no convívio social com estranhos.” O isolamento do sexo face ao amor e do amor face ao sexo, como momentos autónomos que não se cruzam ou que se podem viver isoladamente quase sem que se cruzem é outras das questões aprofundadas pelo autor. A liberdade sexual e o fim das sociedades patriarcais, a liberdade de pensamento, a revolução sexual dos anos 60 e a emancip...

Lição do dia

Se o arrependimento matasse, estaria fulminada! Dei por mim a vasculhar nas pastas perdidas do meu e-mail pessoal e encontrei coisas tão engraçadas, trocas de e-mails tão divertidas, coisas bonitas essencialmente. Depois resolvi continuar a procurar outras trocas, mas nada… e lembrei-me: ups apaguei tudo! Recordo que em tempos criei uma pasta onde depositei tudo ao monte, como se faz com a tralha velha. Num dia menos bom, devo ter feito o delete completo, sem hipótese de reverter. Pois é, o fim das histórias, relações ou seja lá o que for tem sempre este quê de dramático! Eu resolvo assim, apago tudo, devolvo tudo, deito fora como se isso fosse apagar as memórias ou o sofrimento. Não deixa de ser terapêutico, mas depois passado algum tempo perde-se no tempo o que foi mau e o bom também, no impulso apenas do lado mau. Isso é uma treta…não vai resolver nada, muito menos apaga o quer que seja. Só torna ténue os factos do passado e perde-se o fio à meada. Eu sei que partil...