Fazer turismo é provavelmente a melhor ocupação que se pode ter. Não é fazer turismo como quem faz turismo. É saber fazer turismo, sem medo de descobrir o desconhecido. Aceitando os imprevistos, a falta de luz e a fome. Um turismo diferente, pensado para pessoas, situações e locais diferentes. Não é ser um turista acidental nem fazer turismo só por fazer. É ser aventureiro, explorador daqueles sítios reservados aos poucos heróis que têm sorte de descobrir todo um mundo escondido. Os que acreditam no que sentem e atiram-se sem medos. Os que socorrem os apelos do corpo com viagens turísticas aos pormenores mais recônditos do corpo humano. Não é para todos, só os corajosos chegam lá. É sobreviver aos dias maus. Às chuvas e trovoadas. Ao pouco, ao muito e ao nada. É saber esperar, como um caçador espera pela presa. O momento certo faz a diferença. É saber farejar, lamber e rastejar os pormenores nas pequenas dobras, detalhes, sinais e marcas. Mapas de tesouros que n...
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