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A mostrar mensagens com a etiqueta desafio

Há sempre uma razão

O motivo para qualquer coisa é o um importante impulso para a concretização. Existe uma razão, que em si nos leva a determinada ação. Um gato é só um gato, mas pode ser muito mais do que isso. Uma gata que sozinha encheu uma casa, um coração e uma vida. Sem convite entrou instalou-se e ficou, para sempre. Tudo de acordo com o consentimento de ambas as partes. Porque haveria uma de ficar perdida na rua e outra sozinha numa casa, se podiam ficar as duas juntas? Um motivo como outro qualquer ou muito mais do que isso. Um gato ou um cão são muito mais do que motivos, são a afirmação de um compromisso tão sério como aqueles que assinamos nos contratos e nas entrelinhas das repartições de finanças. Um animal pequeno que ocupa o espaço todo, físico e emocional. E porque é tão maior que o tamanho do corpo que tem, não só muda uma vida como define tudo o que se segue. O seu temperamento e a necessidade de companhia obrigaram a trazer-lhe uma amiga. No início por ser pequena e care...

Não te queixes: faz!

Por muito que os desafios possam parecer intransponíveis, nem todos são efetivamente para serem superados ou concretizados. A ideia que somos senhores do universo e donos do nosso próprio destino, transcende-nos. Somos o nosso maior aliado e simultaneamente o nosso maior inimigo! Cabe-nos a nós, no meio da gestão e discernimento da nossa vida, decidir que papel queremos ter. Se queremos deixar que os problemas nos consumam, que as dificuldades se tornem fardos ou se os enfrentamos com coragem, mesmo sabendo que os podemos não vencer ou até não conseguir superar. Podemos simplesmente ter de aprender com isso, e não cumprir uma qualquer missão maior. Colocamo-nos ao nível de Deus, como se tivéssemos o poder supremo de controlo e as qualidades necessárias para sermos invencíveis. Somos só humanos. Se a vida não corre como desejaríamos, talvez baste mudar a perspectiva com que olhamos para ela. Não é suficiente termos de viver como somos e aceitarmos quem somos, essa é a base fu...

Lume Brando

Ter a capacidade de aceitar que a vida que temos é a que é melhor para nós ou a que é possível de acordo com as circunstâncias, não é tarefa fácil! Não quer isto dizer, que se deva aceitar só por aceitar, desistir ou se conformar com o que se tem, nada disso. Acredito que quanto mais esforço e dedicação pomos nas coisas, mais fácil será obter-se o que tanto se aspira. A questão é saber entender que em determinado momento, não dá para mais e permitir viver as coisas como estão, sem que isso cause ansiedade ou stress. Obviamente que invariavelmente cometemos o erro de olhar para o lado e invejar ou desejar a vida de alguém, porque parece ter uma vida mais fácil, mais perfeita ou mais de acordo com o que gostaríamos de ter. Ninguém vive plenamente satisfeito com o que tem, é um mal da natureza humana, mas também é o que nos leva a testar e a desafiar limites. As vidas alheias parecem, quando achamos que a nossa é uma porcaria, uma maravilha! E nem sempre é verdade, todas as pe...

Fora da caixa

Quando ideias semi desconexas começam a ganhar forma e vida própria, que se faz com elas? É daquelas situações típicas: “nunca pensei bem nisso” e de um dia para o outro começas a pensar e dar forma às coisas. Primeiro só na cabeça, a congeminar o como concretizar a coisa, mesmo que parece não fazer sentido. Depois mesmo não fazendo sentido listas mentalmente os prós e contras e o nunca transforma-se em: “e porque não?”.  Assim como quem não quer a coisa começas a idealizar cenários e de certa forma a “manipular” as circunstancias a teu favor. Dás por ti em situações que nem parecem reais: “perguntei mesmo isto?” ou “fiz mesmo isto?”. Não sei como funciona com as outras pessoas, mas comigo funciona assim: a ideia entra, ganha forma, materializa-se e instala-se o caos! Como dar forma a uma ideia? Como é que chego lá? E sempre que surge uma pergunta, saltam um montão de respostas a seguir, medos e outras coisas tudo à mistura. Mas continuo na mesma, agora que já assimile...

Temos a vida que escolhemos

Dizem que somos nós que escolhemos o que queremos viver na vida que temos. Ou que temos de viver o que temos de superar, e quanto a isso não temos qualquer escapatória. Em todo o caso, o que temos de viver conseguimos suportar. Não nos destacam para missões que não conseguimos comportar ou tolerar, e com isto concluo, que as pessoas com vidas difíceis, têm quase um estatuto de super heróis! Não só aguentam como ainda escolheram passar pelo que têm de viver, é dose! De qualquer modo, ninguém fica a salvo. O que difere são as missões que cada um tem, os desafios que tem de enfrentar. São pessoais e intransmissíveis. O difícil nisto tudo é perceber porque escolhemos sofrer, ou porque temos de sofrer. Sim, bem sei… o sofrimento faz parte da vida como a felicidade. E não estamos sempre em sofrimento ou sempre em euforia, vivemos entre um e outro, com picos em cada um deles. Só que temos a terrível tendência de “valorizar” a dor em detrimento da alegria. Achamos sempre que a d...

Terramotos

O reconforto de um ombro, de um amparo, o estar só por estar. Só isso. Gestos simples. Intenções de afecto puras e raras que valem uma vida inteira. Conjuntos de palavras que salvam a humanidade da solidão e da secura dos tempos:  foste o melhor que me aconteceu hoje. Preocupações de carinho. Desapegos com amor. Gestos perdidos na rotina do tempo e nas exigências da vida quotidiana.  Desperdícios desculpabilizados por tudo e por nada. O deixar de lado o essencial para nos concentrarmos no trivial. Falar e não fazer. Fazer e não falar sobre isso. Intenções em segundo plano para quando der tempo. Quando sobrar um tempo, nunca sobra! A resposta recorrente: um dia destes. Assim que puder. Prioridades trocadas, prioridades de natureza duvidosa que nos entopem dos dias. Verdades absolutas que camuflam dúvidas. Pânicos e medos que minam o espirito e que aceitamos como ossos do ofício, sinal dos tempos. A natureza humana é complexa. A simplicidade é tudo o que se ...

Sim ou sopas

O que não tem solução, solucionado está! Diz o ditado e a minha mãe sempre usou muito esta expressão. Pode ser apenas inadaptação às circunstâncias e ter alguma solução. Como é que, o que não tem solução pode estar solucionado?  Até as coisas que se partem se podem colar, e senão se colarem vão para o lixo, logo tem uma solução. A solução definitiva para a maleita. É acomodar? Deixar estar? Esquecer o assunto? Posso não estar a interpretar bem o ditado! Ou seja, posso estar com um problema grave de interpretação e a perder tempo a pensar nestas coisas, que me enchem a cabeça de questões, dúvidas, campainhas e afins.  Teimosa como uma mula. Sou eu. Isto não faz qualquer sentido. Os problemas para mim são sempre soluções. Não é o problema em si que me consome, apenas a solução. Eu não trato problemas, eu encontro soluções, é a minha máxima. Eu resolvo, resolvo e resolvo.  É verdade que isto faz com que muitas vezes a gravidade do problema me passe ao lado. Ma...

Decisões e outras coisas importantes

No meu caderninho crescem, notas, reflexões, mantras… o que lhes quiserem chamar. A um mês do arranque do meu ano, acho que posso fazer um balanço sobre uma série de decisões que são importantes. Valem o que valem, são no fundo reflexões sobre o que foi e o que poderá vir a ser, uma espécie de wishlist, sem validade…mas que se pode atualizar em permanência, no fundo como a nossa vida. Se o caminho não for aquele, há sempre uma rota alternativa… porque na pratica nunca existem caminhos errados, são escolhas que refletem o momento e como tal, são as corretas naquele contexto. Existem sempre outras opções… dependem da nossa vontade e capacidade para mudar. Assim: Não perder tempo com preocupações desnecessárias. Aprender a aceitar que algumas pessoas não são para ficar. Quero que subam ao Himalaias por mim, eu vou estar do outro lado à espera... Não é a minha boa vontade, simpatia ou diplomacia que irá fazer as pessoas mudarem de atitude… cada um é como é. Tolerância, sem...