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O vício do sofrimento

Viver é uma coisa que dá muito trabalho. Não existem propriamente momentos calmos ou mortos, estamos em testes permanentes e desafios que se vão sucedendo. Podemos escolher ignorá-los, mas vamos acabar por ter de passar por eles, a bem ou a mal. A parte mágica disto tudo é que cada vez que superamos um desafio ou um obstáculo sentimo-nos ainda mais vivos e com uma prova maior da nossa própria capacidade de sobrevivência. Não é fácil estarmos sempre nesta incógnita do que o futuro nos reserva, o que nos deveria fazer pensar que afinal, não temos de saber ao certo o que ai virá, mas precisamos preparar-nos para o que vier, toda e qualquer preparação acontece no presente. E se não temos forma de adivinhar o futuro, temos o dever de nos concentrarmos no agora, essa é sempre a melhor solução. Independentemente dos desafios que cada um de nós terá, somos livres para escolher o tipo de vida que queremos viver. Nem vale a pena recorrer ao argumento já gasto e bem gasto, da herança gené...

Dar a mão

Um gesto simples, mesmo quando é simbólico, e tão cheio de significado!   A questão aqui, não é obviamente o gesto em si, mas a dificuldade que existe, actualmente em DAR. O dar sem esperar nada em troca, o fazer só por fazer, pelo bem que isso nos faz e pelo bem que fará a outra pessoa.  Pequenos gestos, quase banais que aos poucos moldam e mudam o mundo. E não digo isto, porque é natal e nesta época toda a gente se lembra que deve dar e ajudar de alguma maneira, falo da verdadeira solidariedade dos restantes 360 dias do ano...  Nem é preciso pertencer a alguma associação ou fazer voluntariado, basta estarmos lá para os que nos são próximos. É aqui que começa o nosso verdadeiro papel solidário, dentro de casa com a nossa família, com os nossos vizinhos, amigos e colegas... É ali, num primeiro momento que temos de estender a mão, ceder ajuda, estar lá... A nossa entrega tem de ser mais fácil e mais voluntariosa no nosso habitat natural, no nosso contex...

Falsa paciente

No equilíbrio dos dias, oscilo entre o: apeteces-me muito e o nada. É doloroso acumular dias na espera que algo aconteça quando não sou eu que o impossibilito, são as circunstâncias. É quase sempre assim.  Diz-se que saber aceitar as coisas como são revela maturidade… então serei imatura toda a vida! Sou assim com tudo até quando surge uma ideia… não descanso até materializá-la. Acordo a meio da noite para apontar ou até para construir a ideia que tive, é mais forte que eu. Sou uma paciente inquieta ou uma falsa paciente. Não posso dormir até que as coisas aconteçam ou até que as faça acontecer. Vivo numa aparente tranquilidade que é apenas e só isso: aparente. Por dentro ferve sangue. Há dias em que me deixo ir… só porque sim. Alguns dias também precisam de ritmo lento, como as esperas. Hoje é um desses dias…