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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta escolhas

Fora da Quarentena

Finalmente “desconfinados“ e depois de ter lido todos os desabafos e mais alguns que por ai se escreveram, aproveito para partilhar a minha experiência. Durante este período o que mais me disseram foi: “tenho pensado tanto em ti, tu ai sozinha…” e “como consegues viver aqui sem ter alguém para conversar?”. Como explicar isto, sem parecer demasiado filosófico ou uma balela. Estar só não significa estar sozinha, mesmo estando sozinha eu não me sinto só, nunca senti. A solidão não me pesa, nem nunca me pesou. Entendo que faça confusão a algumas pessoas mas eu sou uma companhia porreira para mim própria e aprecio-me bastante. Por isso, o estar sozinha não me causou mossa e o não conversar com ninguém também não foi verdade, falei com muitas pessoas durante a quarentena, troquei muitas mensagens, fiz inúmeras chamadas de vídeo, falei muito comigo mesma e com as minhas gatas. Não senti falta de falar com mais ninguém. Peço desculpa pela franqueza. Faz-me alguma confusão que as pessoa...

Escolhas

Um exercício. Imaginem que têm três escolhas possíveis para um desfecho idêntico, uma meta. Se preferirem (para tornar o exercício mais visual) estão num cruzamento e pela frente têm três caminhos possíveis, a única coisa que sabem é que a distância em todos é igual (o caminho a percorrer até ao fim), mas não sabem como é cada percurso e quais a dificuldades que irão encontrar. Importante frisar que o irão fazer a pé, sem ajudas ou apoios de outros meios de locomoção e farão o caminho sozinhos. Como estamos no início do processo, todas as possibilidades estão em aberto e em pé de igualdade. São reais, são palpáveis e todas se podem concretizar em qualquer um dos caminhos. Nesta fase o primeiro desafio é deixar de lado qualquer juízo de valor, preconceito, ideia pré-concebida e tentar voltar à estaca zero – tábua rasa – para ficarmos o mais limpos possíveis que conseguirmos. Assim analisamos as possibilidades, como elas parecem ser, cada uma delas. No ponto de partida recebe...

A Entrega

Nos catálogos de pessoas onde vivemos atualmente, expostos como entendemos e da forma que achamos que devemos, falta a entrega. Parece que há um momento qualquer em que a realidade deixa de ser importante ou passa a ser qualquer coisa que não é bem real. Criamos personagens ficcionadas de acordo com o padrão regulamentar e deixamos de ser o que temos de ser ou o que somos. Por isso tudo sinto falta da entrega. Da minha, e do resto do mundo. Perdemos a noção que as conquistas se fazem com tempo e o tempo precisa de entrega. Queremos tudo para já, hoje, agora e se possível neste minuto. Aliás se não for neste instante, escusa de acontecer, escusa de vir porque depois já não vou querer mais. Somos crianças amuadas com o tempo e por isso não nos entregamos, como um castigo divino ao universo por ser mau e não fazer as coisas como nós queremos! Tudo se resolve com um simples delete, “desamigar”, bloquear, remeter para canto, ignorar… da mesma forma que surge um interesse,...