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A mostrar mensagens com a etiqueta pessoas

Densidade

A própria palavra transmite substância, peso e complexidade. Qualquer coisa que se denomine denso é detentora de volumetria, de um corpo preenchido. Não é simples, não é fácil e não é seguramente leve. Por ser assim, parece também difícil de tocar e de compreender.  A densidade tem um estatuto próprio, é uma barreira maciça quase intransponível. O denso nevoeiro, não permite ver o que está para lá ou quando se vê, não se consegue ter a certeza do que se avista, envolve o olhar em mistério. É também por isso que as pessoas densas são tão atraentes, carregam em si todo um mistério. Guardam segredos que só eles sabem, experiências e conhecimento que só eles têm. São detentores de um património único, que os torna singulares. Os incompreendidos, impenetráveis que falam outra linguagem. Não se encaixam em lado nenhum, não se enquadram em nenhum contexto. Pensam e expressam-se de formas indecifráveis, não se defendem nem são vulnerais, são diferentes. Pagam o preço da incom...

Pessoas Especiais

A vida brinda-nos com pessoas maravilhosas, uma vez por outra. Quando temos sorte, quando nos portamos bem. Pessoas que nos estimulam os sentidos. Que falam de coisas que nunca ouvimos, como se fossem banais. Que nos obrigam a descobrir todo um mundo novo. Pessoas que sabem usar as palavras sem medo. Que nos confrontam com elogios e verdades que pouco ou nada ouvimos. Que nos fazem pensar. Pessoas que se apaixonam por nós, que nos amam sem reservas ou necessidade de indícios. Que nos fazem acreditar que podemos ser especiais. Que temos mais do que sabemos. Criaturas únicas de gostos singulares. O que contam soa a música com uma sonoridade única. Almas fabricadas noutros lugares, que se cruzam connosco por acaso. Acasos de pura sorte ou destinos combinados noutras paragens. Seja lá o que for, restauram a crença em toda a humanidade! É possível! Existem, são verdadeiros! Acontecem e andam por ai, aqui do outro lado do oceano, na nossa rua, a meia dúzia de quilómetros, na ou...

Dar a mão

Um gesto simples, mesmo quando é simbólico, e tão cheio de significado!   A questão aqui, não é obviamente o gesto em si, mas a dificuldade que existe, actualmente em DAR. O dar sem esperar nada em troca, o fazer só por fazer, pelo bem que isso nos faz e pelo bem que fará a outra pessoa.  Pequenos gestos, quase banais que aos poucos moldam e mudam o mundo. E não digo isto, porque é natal e nesta época toda a gente se lembra que deve dar e ajudar de alguma maneira, falo da verdadeira solidariedade dos restantes 360 dias do ano...  Nem é preciso pertencer a alguma associação ou fazer voluntariado, basta estarmos lá para os que nos são próximos. É aqui que começa o nosso verdadeiro papel solidário, dentro de casa com a nossa família, com os nossos vizinhos, amigos e colegas... É ali, num primeiro momento que temos de estender a mão, ceder ajuda, estar lá... A nossa entrega tem de ser mais fácil e mais voluntariosa no nosso habitat natural, no nosso contex...

A Entrega

Nos catálogos de pessoas onde vivemos atualmente, expostos como entendemos e da forma que achamos que devemos, falta a entrega. Parece que há um momento qualquer em que a realidade deixa de ser importante ou passa a ser qualquer coisa que não é bem real. Criamos personagens ficcionadas de acordo com o padrão regulamentar e deixamos de ser o que temos de ser ou o que somos. Por isso tudo sinto falta da entrega. Da minha, e do resto do mundo. Perdemos a noção que as conquistas se fazem com tempo e o tempo precisa de entrega. Queremos tudo para já, hoje, agora e se possível neste minuto. Aliás se não for neste instante, escusa de acontecer, escusa de vir porque depois já não vou querer mais. Somos crianças amuadas com o tempo e por isso não nos entregamos, como um castigo divino ao universo por ser mau e não fazer as coisas como nós queremos! Tudo se resolve com um simples delete, “desamigar”, bloquear, remeter para canto, ignorar… da mesma forma que surge um interesse,...

Bad decisions make good stories

Há dias que parecem que são assim, o resultado de más decisões ou de uma não decisão (que a meu ver, dá igual). Existem dramas maiores que os meus, sim claro… muita gente sofre pelos mais diversos motivos e na atualidade porque perderam muita qualidade de vida, injustamente. Mas dramas são dramas, proporcionais às histórias de cada um. E por isso não são desvalorizados só pela associação que se faz a determinada pessoa, até porque as pessoas nunca são apenas aquilo que vemos, felizmente. A maioria das pessoas têm muito mais para dar e são muito mais interessantes ou não do que aquilo que mostram. Fascinam-me as pessoas que alguns rotulam de uma maneira e que depois não são aquilo que mostram, para o bom e para o mau. Não consigo não ficar admirada com o bom e com o mau… não deixa de ser qualquer coisa de extraordinário aprofundar o conhecimento sobre a personalidade das pessoas, somos complexos e nunca somos totalmente aquilo que os olhos veem.  E não estou a tecer...

Como se definem pessoas de primeira e pessoas de segunda?

São inacreditáveis as coisas que nos acontecem!  Diria mesmo que o que me aconteceu é digno de uma cena medieval. A mentalidade de algumas pessoas pode ser jurássica ao ponto de agrupar as pessoas em: aquelas que estão ao meu nível e estão ok para interagir e as outras pessoazinhas que estão a baixo dessas e que são ralé…nem vale a pena falar com elas. Quando este cenário se passa no contexto profissional, dá nojo, é nojento e tenebroso… é o melhor que consigo qualificar. Pensar que pessoas destas têm filhos ou podem tê-los… que tipo de educação lhes darão? Imaginem que estão a desenvolver um trabalho e que precisam feedback de uma pessoa, que é a responsável por aquele pelouro. Primeira fase: enviar um e-mail a explicar tudo, ponto por ponto… e disponibilizar-se para esclarecimentos adicionais. Aguardar pela resposta… uma segunda insistência uns dias depois e um telefonema… nem resposta nem atender o telefone… envia-se novo e-mail com CC de mais uma pessoa (ao que parece ...