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Danos Colaterais

Os danos são sempre relativos e dependem da perceção que temos do todo. Mas é uma realidade, ninguém sai ileso de ninguém, seja porque motivo for. Podemos sair só levemente amachucados ou complemente estropiados, a proporção do dano é sempre relativa ao grau do nosso envolvimento. O quanto se gosta ou o quanto se quer, o quanto se acredita, o quanto se deseja, o quanto se faz, o quanto tudo… Cada um de nós fará as coisas à sua maneira, sentirá da sua forma e irá até onde achar que deve. Não podemos medir todas as relações sob a mesma bitola, nem devemos cair no erro de fazer comparações, podemos apenas analisar a nossa parte e perceber quais são os nossos padrões, mas não podemos comparar nem as pessoas com que nos relacionamos, nem a relação em si, nem os vínculos que temos. Cada caso é um caso e todas as relações são independentes umas das outras. O que têm em comum? Nós, somos o único elo em comum entre cada história. Em cada momento somos nós, mas na versão daqu...

Fenómenos Paranormais

Existem os fenómenos do Entroncamento e depois existem os fenómenos típicos do sexo masculino. Sejam ou não do Entroncamento, do norte ou do sul, deste pais ou de outro qualquer. Desconfio que é uma questão transversal, porque se escreve nas diversas línguas do mundo sobre o tema. Assim sendo, arrisco-me a dizer que é um calamidade que afecta as mulheres de todas as nações e que se encontram mais ou menos na minha faixa etária, um pouco mais para baixo ou um pouco mais para cima. É um comportamento típico do sexo masculino, mas não exclusivo, algumas mulheres também comentem a mesma falha. Desconfio que por imitação, para seguirem a mesma cartilha sob o lema: olho por olho, dente por dente. Como quem diz: se não gostam, não façam…mas vejam lá se gostam que vos façam o mesmo? (e riem no final) “Eles oferecem sempre mais do que estão preparados para dar…” Homens, expliquem-me porquê? Estou numa fase, em que as explicações razoáveis para este tipo de comportamento, estão...

Dar a mão

Um gesto simples, mesmo quando é simbólico, e tão cheio de significado!   A questão aqui, não é obviamente o gesto em si, mas a dificuldade que existe, actualmente em DAR. O dar sem esperar nada em troca, o fazer só por fazer, pelo bem que isso nos faz e pelo bem que fará a outra pessoa.  Pequenos gestos, quase banais que aos poucos moldam e mudam o mundo. E não digo isto, porque é natal e nesta época toda a gente se lembra que deve dar e ajudar de alguma maneira, falo da verdadeira solidariedade dos restantes 360 dias do ano...  Nem é preciso pertencer a alguma associação ou fazer voluntariado, basta estarmos lá para os que nos são próximos. É aqui que começa o nosso verdadeiro papel solidário, dentro de casa com a nossa família, com os nossos vizinhos, amigos e colegas... É ali, num primeiro momento que temos de estender a mão, ceder ajuda, estar lá... A nossa entrega tem de ser mais fácil e mais voluntariosa no nosso habitat natural, no nosso contex...

Critérios pessoais

As pessoas têm a importância que lhes quisermos dar. Por mais consciência que se tenha disto, parece quase inevitável elevar algumas em detrimento de outras, com base em pressupostos intuitivos devidamente fundamentados, pela observação empírica, pelo convívio assíduo mais ou menos regular, e por uma série de outras razões, pessoais e aceitáveis de acordo com os critérios de cada um.  É uma espécie de fé estranha ou crença no outro, como quiserem chamar, que por vezes se simplifica em ver mais do que existe ou do que o outro efectivamente tem. Basicamente é da responsabilidade de cada um, o outro nisto, pouco ou nada tem a dizer ou a opinar, aquilo que eu vejo nele, é do meu olhar e exclusivamente da minha responsabilidade, portanto a importância é uma proporção pessoal e única. A exclusividade que dou ao outro no meu próprio critério é um atributo meu e não dele, ele não pede nada, sou eu que dou, porque quero! Nestas coisas da consciência cada um faz o uso que bem enten...

Reflexões pós-férias

A todas as pessoas que prometem que fazem ou que vão fazer e no fim, nada concretizam, desejo-vos: um bom regresso ao vosso destino. Aqueles que vos lambuzam de elogios, que passam o tempo a enaltecer as vossas qualidades, que vos fazem sonhar de olhos abertos e que depois, do nada e sem aviso prévio desaparecem, desejo-vos: um bom regresso ao vosso destino. Aos que aguardam sempre pelos vossos conselhos, que não se conseguem decidir numa compra ou num caminho sem vos consultar, que esperam sempre pelas vossas palavras de apoio ou incentivo e que quando lhes calha a vez, ignoram-vos ou fingem ignorar, desejo-vos: um bom regresso ao vosso destino. Aos que sempre justificam más atitudes com comportamentos habituais: sempre fui assim ou sempre fiz assim, lembrem-se que antes de aprenderem a andar, também não sabiam fazê-lo. Aos traumatizados pelo amor e pelas mulheres sem escrúpulos que os deixaram estropiados, se continuarem nesse registo irão continuar amputados do melh...

Desejo

Podemos desejar muito. Podemos desejar tudo. Se acreditarmos que merecemos este mundo e o outro, dificilmente alguém ou alguma coisas nos conseguirá deter. As proporções são sempre desproporcionais, entre o que achamos e sentimos que é nosso de direito e o que os outros acham. O que o mundo nos está disposto a dar depende sempre do nosso grau de empenho e conquista. O que os outros acham pouco importa, até porque irão achar que foi apenas sorte, e não trabalho o que conseguimos. Irão sempre achar-se injustiçados. Os outros serão sempre os outros, no seu próprio caminho. Se não vergamos somos arrogantes. Se vergamos, somos fracos. Se queremos muito, petulantes. Nunca haverá consenso. Nunca será fácil. É preciso inspirar e expirar. Parar, avançar e nunca desistir. Moldamo-nos com o tempo. Construímo-nos todos os dias. O que precisas de verdade? Sabes? Podes estar apenas a alimentar uma ilusão. Vais chegar lá, mas não vais ficar preenchido. É o risco que se corre, quando nã...

Mais além...

Não existem pessoas perfeitas. Existem pessoas que não se dão por satisfeitas ou vencidas com o que pensam, com o que têm ou com o que são. Uns torturados pela vida, outros que passam suavemente pelos dias mas todos intensos. Aqueles que não querem ver o obvio, querem ir mais além. Os que se sentem derrotados pela incompreensão, os que lutam para marcar uma posição, para vencer uma causa, para não seguir a carneirada porque precisam respirar de forma diferente e sentir de forma diferente. Não querem o óbvio, não querem apenas o que se vê com os olhos. Sentem de forma diferente mas parecem iguais a todos os outros. Mas não são. Estão dispostos a desbravar o mundo carregados de um medo terrível de se expor ou de se dar. Lutam contra o mundo e contra si próprios. Fecham-se do mundo e de si próprios. Apagam a luz e enfiam-se em buracos fundos onde só entram os iguais ou alguns aventureiros. Não veem nem na escuridão nem na luz. A vida parece pouca quando é simples, por...

Responsabilização

Como diz o Principezinho: “tu és eternamente responsável pelo que atrais.” E é bem verdade, sem nada de dramático. Existem padrões de comportamentos que atraem determinados factos e determinadas pessoas para a nossa vida. Pessoas com um determinado tipo de comportamento ou que agem connosco num tipo de comportamento que reconhecemos de outras interações e situações recorrentes que se vão repetindo, essencialmente porque não as resolvemos no momento certo. E assim vão surgindo para que as atitudes ou as nossas respostas a elas se alterem. Se fizermos sempre o mesmo, não vamos estar certamente à espera que as coisas mudem. Parece-me óbvio… Algumas situações são particularmente difíceis e só nos queremos ver livres delas e essa nossa fuga, que nos liberta no momento, responsabiliza-nos. Porquê? Porque na prática não apresentámos nenhuma solução para ela, não resolvemos nada, simplesmente adiamos o inevitável para uma outra vez. Nem sempre nos envolve só nós, o facto de não solu...

Possibilidades

Interessa-te muito pouco o que eu sinto ou o mundo inteiro. Não vês além do teu próprio umbigo. Não é a terra que gira à volta do sol é o mundo inteiro que gira à tua volta. És senhor das tempestades e o Adamastor do meu mar. Não lidas bem com o que não compreendes, nem te esforças para isso. O tempo é tudo o que não tens e tudo o que reivindicas teu. Pouco ou nada sobra. Pouco ou nada sobra… Existe um outro mundo, aqui mesmo dentro de mim para ti As infinitas possibilidades que um amor trás para quem o aceita,   são para quem muito quer e nada sobra. E eu quero muito de tudo para ti. Quero-te ti.