Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta responsabilidade

Sobre o Cancro

Ficou definido que o dia 4 de fevereiro é o Dia Mundial do Cancro. O objetivo principal desta data é desmistificar algumas das ideias pré-concebidas sobre o cancro e informar sobre os fatos reais da doença, sensibilizar a população e mobilizá-la na luta contra a doença. A preocupação com o cancro é global e transversal a todas sociedades e culturas. A celebração desta data remonta ao ano 2000 e baseia-se na Carta de Paris, onde se apelou à aliança entre investigadores, profissionais de saúde, doentes, governos e parceiros da indústria no âmbito da prevenção e do tratamento do cancro. A carta foi aprovada em 4 de fevereiro desse ano, na World Summit Against Cancer for the New Millenium. Os números associados às doenças oncológicas são assustadores! O número de novos casos que vão aparecendo crescem de ano para ano, em paralelo vai também aumentando a esperança de vida para os doentes e são cada vez mais os casos de cura. O envelhecimento da população faz disparar ainda mai...

Mais uma década

E assim termina mais uma década. Esta foi para mim a década mais difícil mas também a mais proveitosa. Fazer uma retrospetiva sobre tudo o que me aconteceu nos últimos dez anos é um exercício brutal mas também uma tomada de consciência incrível sobre tudo o que vivi e passei. Não houve nenhuma área da minha vida que tivesse passado intacta nesta última década, nenhuma! Todas sofreram alterações e todas passaram por fases dificílimas e por momentos de paz mas nenhuma – NENHUMA - ficou igual. Digamos que pensar concretamente, com estrutura e ordem, sobre o que se viveu nos últimos dez anos me permitiu concluir que sobrevivo a qualquer coisa nesta vida. Não estou a exagerar, esta é também uma convicção que trago comigo desde o dia em que nasci, sobreviver ao impensável, ao inimaginável é um lema de vida, um superpoder que está registado no meu ADN. Por outro lado, dá-me também a capacidade e a responsabilidade de gerir a minha vida de uma forma melhor e foi isso que esta última dé...

Gatarias

Tenho duas gatas anciãs, como diz o meu pai. É como quem diz de forma simpática… já têm mais de 12 anos. Uma vai fazer 13 anos em Março e a outra 14 anos em Abril. Estou a chegar aquela fase de impasse em que sei que tenho de lhes dar a melhor velhice que conseguir, da mesma forma que lhes proporcionei uma boa vida sempre e ao mesmo tempo, talvez tenha de ponderar arranjar uma gatinha de transição… um terceiro elemento. Tal como acontece com os idosos, a proximidade com crianças traz-lhes longevidade, poderia ser bom. Cada gato é um gato, uma tenho a certeza que não iria achar estranho já a outra iria ter uma terrível crise de ciúmes porque é possessiva comigo! Já a estou a imaginar com os olhos a meia haste, como quem diz: é para passar por cima? Assim, neste impasse e sabendo que terei gatos toda a vida, facto incontornável, talvez não tenha de ser já e até precise de um tempo depois destas partirem para o gatil eterno. São muitos anos com elas, temos uma vida feita de hábito...

Critérios pessoais

As pessoas têm a importância que lhes quisermos dar. Por mais consciência que se tenha disto, parece quase inevitável elevar algumas em detrimento de outras, com base em pressupostos intuitivos devidamente fundamentados, pela observação empírica, pelo convívio assíduo mais ou menos regular, e por uma série de outras razões, pessoais e aceitáveis de acordo com os critérios de cada um.  É uma espécie de fé estranha ou crença no outro, como quiserem chamar, que por vezes se simplifica em ver mais do que existe ou do que o outro efectivamente tem. Basicamente é da responsabilidade de cada um, o outro nisto, pouco ou nada tem a dizer ou a opinar, aquilo que eu vejo nele, é do meu olhar e exclusivamente da minha responsabilidade, portanto a importância é uma proporção pessoal e única. A exclusividade que dou ao outro no meu próprio critério é um atributo meu e não dele, ele não pede nada, sou eu que dou, porque quero! Nestas coisas da consciência cada um faz o uso que bem enten...

Perdão

Saber perdoar e pedir desculpa, é muito mais do que simplesmente pedir perdão e desculpa. Não é esperar que a ocorrência se dê para pedirmos perdão. Não é esperar sermos incorretos ou mal educados para pedirmos desculpa. Não é fazermos mal, e pedirmos perdão, na certeza que seremos desculpados. Não devemos gastar as palavras pela utilidade que têm. Devemos senti-las, cada vez que as aplicamos. Desculpa sim, com sentido, com sentimento com emoção. Com a responsabilidade de reconhecermos que errámos. Com o comprometimento de quem sabe que falhou. Não é dizê-lo da boca para fora. É um acto de coragem. É um acto de amor. É entregar, aceitar, compreender. Perdoa-me por não retribuir com a mesma entrega. Perdoa-me por não saber dar-me. Perdoa-me por silenciar o vulcão que vive dentro de mim. Perdoa-me por não saber dizer as coisas como elas são. Perdoa por não estar ai para te abraçar. Perdoa-me por não te beijar quando quero. Perdoa-me por ser bruta e in...

Entregues à bicharada!

Estamos entregues aos bichos. As pessoas perderam o bom senso. Como é que se pode achar que a resposta certa, quando nos fazem mal, é retribuir o mal? Ou quando alguém é incorrecto ou nos coloca numa situação embaraçosa, que devemos fazer-lhe precisamente o mesmo. Dente por dente, olho por olho, que se lixem!!! Quero lá saber…desenrasquem-se. As reuniões de condom inio são por si só, locais propicios para se destilar ódio sobre os vizinhos. Não sei porquê, mas é assim. Ou porque faz barulho, ou porque é chato, ou porque se metem em tudo ou apenas porque são mal educados. São sempre momentos altos na convivência de comunidade de um prédio. Destestáveis, mas necessários (digo eu). Pior quando se especula sobre a vida dos vizinhos.  O vizinho do sétimo andar, está insolvente. Bandido! Não se admite! Está insolvente porque não quer pagar o condominio, toda a gente sabe isso! As coisas e esquemas que as pessoas arranjam para não pagarem o que devem e para prejudicarem tod...

A voz da consciência

Um dólitá… Bem me quer, mal me quer… Se o primeiro número que vir for par… Jogamos com a sorte, aceitamos que fizemos determinada coisa porque jogamos e foi esse o resultado. Sorte ou azar, que se lixe, foi o que deu! Não queremos o mal me quer e tentamos que a porcaria do malmequer não acabe assim. Se não for naquele, será noutro, porque no fundo sabemos exatamente o que queremos fazer, só nos falta o impulso para fazê-lo ou para reconhecer o que desejamos. Foste tu que me pediste para fazer. Bela desculpa… senão quisesses não farias. Verdade? Pode ter sido o pedido que despoletou a vontade: SIM. Mas se não existisse o desejo da concretização: do fazer, não haveria quem nos demovesse. Isso se forem como eu… claro. Nem um tsunami me muda, a não ser que seja mesmo inevitável e por vezes, lá tem de ser. Dentro da nossa cabeça existe uma voz que nos detém ou que nos impele a fazer. O Bem e o mal, o anjo e o diabo, o certo e o errado, o mais e o menos e todos os oposto...