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Lume Brando

Ter a capacidade de aceitar que a vida que temos é a que é melhor para nós ou a que é possível de acordo com as circunstâncias, não é tarefa fácil! Não quer isto dizer, que se deva aceitar só por aceitar, desistir ou se conformar com o que se tem, nada disso. Acredito que quanto mais esforço e dedicação pomos nas coisas, mais fácil será obter-se o que tanto se aspira. A questão é saber entender que em determinado momento, não dá para mais e permitir viver as coisas como estão, sem que isso cause ansiedade ou stress. Obviamente que invariavelmente cometemos o erro de olhar para o lado e invejar ou desejar a vida de alguém, porque parece ter uma vida mais fácil, mais perfeita ou mais de acordo com o que gostaríamos de ter. Ninguém vive plenamente satisfeito com o que tem, é um mal da natureza humana, mas também é o que nos leva a testar e a desafiar limites. As vidas alheias parecem, quando achamos que a nossa é uma porcaria, uma maravilha! E nem sempre é verdade, todas as pe...

Viver e Morrer

Matar, morrer, morrer e matar. Os fins justificam os meios ou assim se diz. Será uma crença ou uma verdade?  Nascemos para morrer e no meio do caminho vivemos. Ou nascemos para viver e o desfecho inevitável é morrer?  Morrermos de amor, de tristeza, de agonia e de fome. E vivemos exactamente pelos mesmos motivos, somos criaturas estranhas. Quando estamos mal queremos morrer, quando sofremos muito queremos morrer e quando estamos no auge da felicidade dizemos: se morresse hoje, morreria feliz! O morrer que tira tudo, na conclusão de um percurso que se deseja longo, pode representar o máximo das conquistas terrenas. O fim do fim, um percurso sinuoso em oscilações de bom e mau. Temos de viver com esta incerteza do que se irá passar no meio, e única certeza que conhecemos é o termos nascido e o medo latente do fim, quando deixarmos de estar ligados pelos fios invisíveis que nos dão a luz da vida. E depois? Nada. Sabe-se lá. Entretanto encenamos em vida vários finais, b...

A voz da consciência

Um dólitá… Bem me quer, mal me quer… Se o primeiro número que vir for par… Jogamos com a sorte, aceitamos que fizemos determinada coisa porque jogamos e foi esse o resultado. Sorte ou azar, que se lixe, foi o que deu! Não queremos o mal me quer e tentamos que a porcaria do malmequer não acabe assim. Se não for naquele, será noutro, porque no fundo sabemos exatamente o que queremos fazer, só nos falta o impulso para fazê-lo ou para reconhecer o que desejamos. Foste tu que me pediste para fazer. Bela desculpa… senão quisesses não farias. Verdade? Pode ter sido o pedido que despoletou a vontade: SIM. Mas se não existisse o desejo da concretização: do fazer, não haveria quem nos demovesse. Isso se forem como eu… claro. Nem um tsunami me muda, a não ser que seja mesmo inevitável e por vezes, lá tem de ser. Dentro da nossa cabeça existe uma voz que nos detém ou que nos impele a fazer. O Bem e o mal, o anjo e o diabo, o certo e o errado, o mais e o menos e todos os oposto...