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Desejo

Podemos desejar muito. Podemos desejar tudo. Se acreditarmos que merecemos este mundo e o outro, dificilmente alguém ou alguma coisas nos conseguirá deter. As proporções são sempre desproporcionais, entre o que achamos e sentimos que é nosso de direito e o que os outros acham. O que o mundo nos está disposto a dar depende sempre do nosso grau de empenho e conquista. O que os outros acham pouco importa, até porque irão achar que foi apenas sorte, e não trabalho o que conseguimos. Irão sempre achar-se injustiçados. Os outros serão sempre os outros, no seu próprio caminho. Se não vergamos somos arrogantes. Se vergamos, somos fracos. Se queremos muito, petulantes. Nunca haverá consenso. Nunca será fácil. É preciso inspirar e expirar. Parar, avançar e nunca desistir. Moldamo-nos com o tempo. Construímo-nos todos os dias. O que precisas de verdade? Sabes? Podes estar apenas a alimentar uma ilusão. Vais chegar lá, mas não vais ficar preenchido. É o risco que se corre, quando nã...

O auge: Dezembro de 2003

Escrever sobre os Doors em qualquer abordagem é sempre escrever um pouco mais sobre mim, são histórias que se cruzam. Em 2003 o concerto de Lisboa foi a materialização de uma realidade que achei impossível de acontecer. Não era descrença, para mim seria pouco provável que os Doors se predispusessem a um regresso aos palcos, a história da banda dizia-me isso. Mas felizmente enganei-me. Obviamente que neste caso o Jim Morrison é insubstituível assim como o John Densmore, mas ainda assim o Ray o Robby encontraram no Ian Astbury dos Cult um representante magistral da música dos Doors, também ele tem Doors na alma, notou-se bem. Não eram os Doors mas eram. Foi o que me bastou. Poder ouvir ao vivo a música dos Doors, tocada pelos próprios foi a concretização de um sonho. De todas as coisas que me aconteceram na vida, foi sem dúvida das mais importantes e marcante, fez-me feliz!  E lá fui eu no dia 6 de Dezembro concretizar um sonho, arrastando a minha irmã comigo com o a...

Fizemos as pazes

Existem personagens que nos marcam e que alimentam a nossa imaginação, o James Bond é uma delas. Os homens sonham ser como ele as mulheres sonham em estar com ele, acredito que para alguns homens e mulheres a situação até se inverta. No fundo o que importa é que todos nós, num momento qualquer da nossa vida gostaríamos de ser um James Bond ou um super herói qualquer. O James Bond é um homem como outro qualquer, sangra, aleija-se, aparentemente parte-se todo sem danos de maior, tem crises de idade e traumas por resolver, é humano como todos nós mas com mais vidas que os gatos. A par disso tudo, é charmoso, sexy, veste-se lindamente, é um homem com presença, inteligência, um perfeito espião com um british accent inesquecível. Até o mau lhe fica bem, alguma arrogância e presunção, o toque de machista predador e o excesso de testosterona (que pode não ser necessariamente mau…) são toques de imperfeição que sublimam os defeitos. Na minha imaginação, o James Bond é um homem more...