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Os inconformados

Não se pode negar que existe um fascínio que ultrapassa a compreensão nos inconformados e no inconformismo de um modo geral. O não aceitar as coisas como são, só pelo facto de serem como são. É querer mais do que aquilo que se vê e do que aquilo que está percetível a todos. O querer aqui, não é um querer de ter como quem acumula coisas de que não precisa, é um pensar estruturado e estruturante sobre questões fundamentais da vida porque não são claras ou deixam margem para muitos pontos de interrogação. É um pensar denso que procura descortinar todos os meandros das questões, que não se fica pela rama ou pelo óbvio que mergulha em profundidades que nem sempre conseguimos compreender. Os porquês que precisam de uma causa e de um efeito, tudo tem uma explicação só se precisa descobrir qual. As origens têm princípios que precisam ser compreendidos, o todo é muito mais do que um emaranhado de pontas soltas. São as pessoas que se perdem por pensamentos que podem mudar o curso da h...

PASSATEMPO PARA O DIA DOS NAMORADOS

PASSATEMPO » DIA DOS NAMORADOS! Na compra do livro “Devemos voltar onde já fomos felizes” receba um pack de 3 postais para o dia dos Namorados. Basta enviar por MP o comprovativo de compra e os postais seguirão pelo correio. Pode comprá-lo aqui: https://cordeldeprata.pt/livraria/devemos-voltar-onde-ja-fomos-felizes/ ou em  https://www.wook.pt/livro/devemos-voltar-onde-ja-fomos-felizes-sofia-cortez/22068027 e https://www.bertrand.pt/livro/devemos-voltar-onde-ja-fomos-felizes-sofia-cortez/22068027 #omeuserendipity #namorados #amor #presente #palavras_especiais #livraria #compra #oferta #postais #livro #devemosvoltarondejafomosfelizes #blog #cordeldeprata

Henry Miller

Alguns pessoas têm a capacidade de despertar a nossa atenção, por uma série de fatores.  Não sei bem explicar onde aparece o Henry Miller, não vi o filme: Henry & June, mas fixei os livros Trópico de Câncer e Trópico de Capricórnio. Talvez por ler em todo o lado que o Henry Miller é um escritor polémico, e tudo o que sai fora da lei tem um encanto especial! Existe um fascínio nas pessoas que quebram regras ou se estão a borrifar para elas, que dizem o que pensam e escrevem o que bem entendem, mesmo que isso lhes custe alguma simpatia e compreensão social. Então onde aparece o Henry Miller? No Trópico de Capricórnio lido na idade errada e no momento errado. Quando se lê um livro no momento errado, sim porque isso acontece, compromete-se tudo! O que lá está escrito, a compreensão do autor, a compreensão do leitor e toda a relação que se deveria formar a partir dai. O Miller é um autor autobiográfico, não compreender de inicio o que ele escreve ou a forma como o faz, c...

Pedido de Desculpa

Deves um pedido de desculpa a alguém? É a pergunta que me fica a matutar e não a outra: o que dizem os teus olhos? Os meus olhos provavelmente dizem muito mais do que a minha boca e já que não emitem palavras, também não vou aprofundar o tema por ai. Eu também não sou uma pessoa de muitas palavras…ou até sou…enfim. Alguns dias mais do que outros… Em relação à pergunta inicial, provavelmente sim… Porque uns dias sou um bocadinho bicho-do-mato, porque nem sempre tenho paciência, porque não sou fácil, porque sou excessivamente desconfiada com as boas intenções dos outros e porque tenho sempre pé atrás qual sou alvo dessas mesmas boas intenções. Como se costuma dizer: “não há almoços de borla”… Sim, é provavelmente um exagero da minha parte. Mas quando se abrem flancos e nos provam que cedemos para a pessoa errada, torna-se difícil não passar o resto da humanidade pelo raio-x: safety rules! Errar é humano, e todos temos o nosso quinhão. Não que os meus erros me pesem...

Singularidades

Não imaginam o que me diverte quando alguém me diz: não sabia que gostavas disso? Não te imaginava nada assim? Também fazes isso? E acendem mil luzinhas e pontos de interrogação na cabeça, como nos desenhos animados. O espanto ou o confronto com a realidade que não supõem, delicia-me! Não sei se as pessoas esperam que os outros sejam um livro aberto ou óbvios, ou simplesmente acham que o que veem é o que existe e apenas isso. Eu não vejo o fim do mundo, mas sei que há mais mundo além fronteiras, o mesmo se deveria aplicar às pessoas, para o bem e para o mau. Neste caso, estou apenas a referir-me as coisas boas, que podem não ser más, mas apenas diferentes do que esperamos. Aliás, são as singularidades que nos tornam únicos. Supor que A ou B são assim como nós os conhecemos, fecha portas à imaginação e a tudo mais que o outro encerra em si. Gosto de descobrir que o senhor do banco que passa os dias de fato, quando não está a cumprir o protocolo tem o corpo todo tatuado. Ou que ...