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Amor Líquido e outras histórias

Ontem, um amigo relembrou-me Zygmunt Bauman, sociólogo Polaco que estuda o comportamento da sociedade actual nas mais diversas áreas. Descobri o Bauman pelo livro “Amor Líquido”, só de ler o prefácio percebi que empiricamente e sem alguma vez me ter debruçado cientificamente sobre o tema, que este senhor escrevia o que pensava, sem ter a certeza. O “Amor Liquido” fala sobre a fragilidade dos laços humanos, hoje. “Bauman analisa assim o modo como a nossa era, que ele designa por modernidade líquida, ameaça a capacidade de amar e os crescentes níveis de insegurança, tanto nas relações amorosas como nas familiares, e até no convívio social com estranhos.” O isolamento do sexo face ao amor e do amor face ao sexo, como momentos autónomos que não se cruzam ou que se podem viver isoladamente quase sem que se cruzem é outras das questões aprofundadas pelo autor. A liberdade sexual e o fim das sociedades patriarcais, a liberdade de pensamento, a revolução sexual dos anos 60 e a emancip...

Conversas sobre sexo

O peso da censura anda sempre em cima da cabeça de uma mulher! Se a mulher é sexy é demasiado oferecida, se é sensual é uma puta, se é uma santa é sonsa… e assim de nenúfar em nenúfar se afunda a ninfa no pântano da pouca vergonha!  Quem inventa estes rótulos/mitos? A igreja? As mulheres? Os homens? Os vizinhos? Os livros??? Quem??? Nossa senhora nos valha… se não se faz é porque não se faz, se faz pouco tem falta desenvoltura, se faz muito é vaca… ó céus! O sexo para as mulheres é tão necessário como para os homens, com algumas diferenças substancias já que nós precisamos de mais do que um piscar de olhos e um rabo, para o sexo.  A realidade é que qualquer mulher pode ser sexy, sensual, depravada, ordinária sem nunca deixar de ser decente. Claro que irão sempre existir diferenças entre homens e mulheres. Essencialmente porque os homens querem isso tudo numa mulher, mas não conseguem transpor isso para a mãe, mulher ou filha… essas não são como as outras. Ora fran...

Condimentos

Se pensarmos bem, ninguém gosta de comida insonsa sem sabor, sem cor, sem gosto, sem sal ou sem doce… assim deslavada. Eu gosto dos sabores fortes e intensos, apesar de não ser fã de picante. Gosto dos sabores com especiarias, das cores e texturas, gosto de comer como se nota. Gosto, dá-me prazer os paladares diferentes, mais intensos, a diversidade, a companhia e todo o convívio de comer com os amigos ou em família. Gosto inclusivamente de cozinhar apesar de fazê-lo pouco e sem grande exploração dos meus potenciais dotes. Acho fascinante a mistura de ingredientes e saber-se pela mão a proporção correta. Já sei que vou ter uns amigos a perguntar-me: gostas de condimentos? Eu bem vejo como deixas a salsa e os coentros que te põem na comida. Sim, eu decoro os rebordos dos pratos com a salsa e coentros, não que não goste do sabor deles…mas normalmente são muitos os que põem e eu não gosto de comer ramos inteiros de salsa e os pauzinhos verdes da mesma… não renego a minha metade d...