Quantos defeitos pode ter uma pessoa? Infinitos vezes mil, como dizem as crianças... E ainda assim, parecem-me poucos, pelo menos no que me diz respeito. No quadro da perfeição, não que me queira encaixar lá (já me deixei disso à algum tempo), não existe um caraças de um requisito que consiga cumprir com jeito. Deve ser o meu grau de exigência que é grande, comigo entenda-se, os demais mortais hão-de ter os seus próprios critérios. E quanto a esses parâmetros, estou-me a borrifar. É na análise da vida real, do que se faz e do que não se faz. De confiar na intuição, e muitas vezes ignorá-la. É bem feita, começa ai o primeiro defeito, na extensa lista. Ouvir o que não se ouve, entender o que não se vê. Não tem nada a ver com índices de loucura, daquela que os médicos diagnosticam, nada disso, é saber antes de acontecer. É saber sem conhecer, histórias de vida, segredos que os outros guardam, coisas que vejo sem precisar de olhar. Saber, mas fingir que não sei. Que fazer com ist...
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