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Sinceridade

A sinceridade é uma das maiores provas de vulnerabilidade que podemos ter. É uma entrega profunda de um sentimento, de um ponto se vista ou de uma opinião. A sinceridade abre o coração. Deixa-nos expostos, tentamos de uma forma mais clara e precisa entregar ao outro um bocadinho que é só nosso. É dado de coração e com verdade. No momento em que se assume: estou a ser sincero, comprometemo-nos a dar ao outro a nossa verdade sobre determinado acontecimento. Seja a verdade, o que for. É um acto de lealdade para com o outro.  Eu estou a ser franco, a mostrar as coisas como são, a abrir o meu coração para ti, eu entrego-te isto. E é tão difícil ser-se sincero! A maior parte das vezes, fazemo-lo porque fica bem, credibiliza aquilo que estamos a dizer, mas de sinceridade, tem muito pouco.  Queremos ficar sempre bem, no que dizemos e como dizemos. Ficar bem com Deus e o Diabo, não é possível.  A forma sim, essa pode ser estudada, pensada para não magoar o outro. Pode-...

Tarefas domésticas

Desde que tenho memória que é assim. As decisões e opções de escolha são factores inerentes à vida, não só na minha mas de todos. Era confortável quando os pais e os avós escolhiam o que tínhamos de comer e o que iríamos vestir. Deixava-me mais tempo para brincar e fazer o que quisesse sem ter de me preocupar com pormenores secundários. Que se lixasse se iria esfregar o vestido novo no cão ou no pó do quintal, coisas da vida! Quiçá destruir roupa nova a subir a uma árvore. Danos colaterais. Como estas coisas todas me chegavam às mãos ou à boca, sinceramente pouco me importava. Nas horas marcadas e quando era necessário havia sempre de tudo, o que era necessário: família, comida, roupa, dinheiro, saúde, férias, amigos, animais, bicicletas, roupa lavada, banho, calor e amor… nunca me preocupei com as proporções destas coisas. O que tive, sempre me chegou. Provavelmente não precisava de mais ou diferente. Na realidade só tinha de ser o que era, criança. Não esperavam que fosse de out...