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O Luto

O ser humano tem muitas dificuldades em cumprir os processos que a vida impõe, o luto é um deles.  Ninguém aceita de ânimo leve uma perda, ninguém aceita a perda como mais uma etapa.  Somos educados e ensinados a lutar contra o luto, todos passamos por ele em alguma altura da vida, mas socialmente é nos incutido que devemos passar à frente de imediato. Não é bom ficarmos tristes, chorar ou deixarmo-nos consumir pela desolação, temos de avançar para outro estado o mais rápido possível. Não é de todo mentira, temos de avançar e seguir em frente, no entanto, precisamos também sentir a perda e para isso o luto é essencial. Houve qualquer coisa importante que desapareceu, que partiu para sempre, que mudou de plano e nos deixou um vazio incomensurável. Ignorar a dor que isso nos provocou vai fazer com que essa mesma dor nos acompanhe por toda a vida, precisamos gastar os "créditos" enquanto esta sensação está presente e bem viva em nós. Caso contrário, vamos passar a im...

41 pelos 14

É assim que as coisas acontecem, por uma série de razões que nos ultrapassam mas nunca por acaso. Os 41 anos são o inverso numérico dos 14 anos e mais uma vez, nada acontece por acaso. Desculpem-me os mais céticos nestas coisas, eu já tenho provas suficientes para acreditar.  Aos 41 anos assentou toda a poeira que andava pelos meu céu! Toda a poeira que ficou particularmente confusa precisamente aos 14 anos. Ao contrário do que habitualmente se diz: “era jovem e parva” ou algo do género, era efetivamente jovem mas nunca em momento algum parva, tola ou algo semelhante. Tinha 14 anos e por isso, o que era naquela altura não é o que sou hoje ainda que exista em mim essa miúda de 14 anos que perdeu o avô após um período de sofrimento longo e que por esse motivo deixou de acreditar em Deus e em tudo o que dissesse respeito à fé. Que arrumou o encanto pela vida e pelas coisas simples em questões pragmáticas e palpáveis. Que optou por apagar da visão do mundo a magia para se...

Estamos a votos!

O livro “Devemos voltar onde já fomos felizes” da minha autoria, está a votos para o trofeu do ano 2018, na editora Cordel D’ Prata. O livro é uma seleção de textos que vivem no blog: omeuserendipity@blogspot.pt onde se escreve sobre: o amor, relacionamentos, a vida, família, amizade… O convite que se faz aos leitores do livro, é que se encontrem em cada história e que as tornem suas. São os afetos que nos ligam e criam elos inquebráveis. Votem no livro “Devemos voltar onde já fomos felizes” para irmos mais longe. Obrigado. Link para votação: www.cordeldeprata.pt/votacoes

Ocorrências

Não escolhi, mas aconteceu. Não escolhi, porque não teria como fazê-lo.  Sem que pudesse intervir, ainda que pudesse prever ou antever, aconteceu quando teve de acontecer. Com a naturalidade que é suposto a vida ter. Com a fluidez que a vida merece ter. Com o caminho que aceito como natural. Nem sempre é fácil aceitar, que na nossa vida, algumas coisas não dependem nem da nossa vontade nem do nosso controlo. É especialmente complicado aceitar isto, quando se nasce com uma ideia pré-concebida que devemos prever e controlar tudo o que vamos viver. Desde o dia que nos lançam para dentro de uma escola, logo ai temos de decidir o que queremos ser, quando nem sabemos quem somos. Especialmente complicado quando se sabe mais ou menos o que se quer ser, ou deseja, mas não se identifica no nome que se tem. Só quando as partes do todo se integram é que é possível compreender o encadeamento das ocorrências da vida.  Não foi agora, neste momento que a clarividência chego...