Não escolhi, mas aconteceu. Não escolhi, porque não teria como fazê-lo. Sem que pudesse intervir, ainda que pudesse prever ou antever, aconteceu quando teve de acontecer. Com a naturalidade que é suposto a vida ter. Com a fluidez que a vida merece ter. Com o caminho que aceito como natural. Nem sempre é fácil aceitar, que na nossa vida, algumas coisas não dependem nem da nossa vontade nem do nosso controlo. É especialmente complicado aceitar isto, quando se nasce com uma ideia pré-concebida que devemos prever e controlar tudo o que vamos viver. Desde o dia que nos lançam para dentro de uma escola, logo ai temos de decidir o que queremos ser, quando nem sabemos quem somos. Especialmente complicado quando se sabe mais ou menos o que se quer ser, ou deseja, mas não se identifica no nome que se tem. Só quando as partes do todo se integram é que é possível compreender o encadeamento das ocorrências da vida. Não foi agora, neste momento que a clarividência chego...
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