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Paragens Obrigatórias

O silêncio nunca fez mal a ninguém. As pessoas morrem de medo dos silêncios prolongados e da solidão forçada. O estado normal de viver é estar em alerta constante, sem nunca desligar a ficha em momento algum. Com a necessidade de ter de falar ou dar-se com as pessoas, de ter de deixar uma marca ou assinalar uma passagem. Parece que temos de andar em estados permanentes de acompanhamento e com ruídos de fundo. Nunca se está satisfeito com o que se tem, nem com as coisas, nem com as pessoas, nem com as circunstâncias… A solidão fica no topo! Entre o silêncio ou a solidão, referenciada sempre como o pior que pode existir, a solidão fica injustamente associada a abandono. Quem está só não tem de ser um solitário ou sentir-se só. Mas reconheço que possa ser pesado e tenho-me apercebido com o passar do tempo que a maioria das pessoas vive em pânico só de pensar que pode cair nas malhas da solidão, mesmo quando já lá estão.  Existe uma ideia pré concebida, que precisamos...

Desapego

Por mais voltas que o mundo dê, há coisas com as quais nunca me habituarei. Talvez seja um dos desafios da minha vida, os testes do desapego. Aliás, aceitar e perceber, deixar ir sem grandes questões a pairar. Puff…só isso. Faz-me confusão que as pessoas entrem na minha vida e depois saiam sem pré-aviso. Eu ainda não tinha terminado… penso eu. Ainda fico mais triste quando reconheço potencial na pessoa, como amigo, ser humano, carácter e afins…mas posso ter falhado no meu julgamento. Ou simplesmente, a vida ou momento não proporciona isso. E como se costuma dizer, os caminhos seguem diferentes, mas o mundo é redondo e eventualmente acabamos por esbarrar uns com os outros, novamente, se assim tiver de ser. Não é estar mortinho, como diz o meu sobrinho sobre o Infante D. Henrique (que jaz mortinho no Mosteiro da Batalha), é estar vivinho da silva e simplesmente nunca mais dizer nada. Como se a pessoa nunca tivesse existido, como se nunca tivesse passado pela nossa vida, ...