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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta reflexão

Um jornal no comboio

A distribuição de jornais gratuitos nos transportes é uma ocorrência banal que acontece todos os dias. É comum ver-se as pessoas entretidas a lê-los no comboio e a depositarem-nos depois disso num banco vago, entalá-los semi disfarçadamente entre bancos ou no chão (sim, também acontece). A forma como as pessoas fazem estas coisas deixa-me perplexa, com uma agravante, não consigo disfarçar. Não consigo entender o que custa levar o jornal até ao caixote do lixo, não é o Expresso!!! É um jornal que tem pouquíssimas páginas. Hoje testemunhei uma destas cenas, uma senhora que ia uns bancos ao meu lado a ler o jornal, depois de ter acabado pega no jornal e encaixa-o entre as suas costas e as costas do assento. Sim, é verdade!! Ali bem esmagado entre a blusa da senhora e as costas do banco, uma maravilha! Como imaginam fez tudo com muita naturalidade, afinal de contas o jornal estava lido. Arrumou os óculos na caixinha ajeitou-se e ali ficou até sair umas paragens mais à frente. Quand...

Para ti

Caíram por terra esgotadas todas as definições de amor, deixaram de fazer sentido, qualquer uma que seja, na verdade do que sente o meu coração. Cada um inventa a sua e dá-lhe o sentido que bem entender. Podes refugiar-te em dissertações e reflexões esgotantes sobre ele, sem chegar a uma conclusão satisfatória. De todas as inconstâncias que se possa encontrar na vida, no amor não haverá incertezas ou incongruências, apenas a convicção do que se sente e do que se deseja. Nada mata o amor, nem mesmo a falta dele. Nem a tua falta de esperança ou a morte que lhe queres impor, o amor não morre nunca, nem por tua ou minha vontade, por nada! Vive dentro de nós, em todos os recantos do corpo, por dentro e por fora, é uma partícula que nos ocupa por inteiro. Só assim se explica que continues a respirar, mesmo depois de teres deixado de ter fé, é o amor que te mantém o sangue a correr. Essa busca incessante em perceber os porquês e como, nos acontecem as coisas mais inexplicáveis e mág...

Responsabilização

O que se passa com o mundo? Quem disse que é mau ter responsabilidades? É tão natural como todo o resto. Somos responsáveis pelo nosso destino desde o dia que nascemos. Por muito amor, dedicação e todo o mais que os nossos pais nos tenham, eles não vão viver por nós, nem serão os principais implicados pelas escolhas que fizermos, por isso, há que saber aceitá-las.  - Somos responsáveis por tudo o que atraímos e pelas situações que escolhemos viver e também temos a capacidade de mudar tudo, se assim entendermos. Cada um tem o seu tempo e o seu modo de fazê-lo. Mas como gostamos tanto de nos usarmos como modelo, achamos que os outros que não se comportam como nós ou que não fazem as escolhas do mesmo modo que nós, estão completamente errados. E não estão. Há que saber aceitar a diferença e respeitá-la.  - Lidamos mal com o fracasso. Não sabemos reconhecer que ao falharmos também estamos a aprender e que nem tudo o que fazemos é para ter sucesso. Isso não nos torna...

Testing

Às vezes fazem-se coisas contra a nossa natureza, só porque também é necessário contrariá-la. Até para nos testarmos, essencialmente isso. Mas a conclusão final é que apesar dos testes, aquilo que somos e aquilo que temos em nós, tem um centro de gravidade muito forte que nos torna verticais e nos dá coerência. Claro que não invalida que uma vez por outra, não sejamos incoerentes. A vida é uma descoberta diária, em todas as suas vertentes. E fazer o oposto do que é correto ou do que é habitual em nós, pode simplesmente indicar que tentámos fugir da nossa zona de conforto. Dar um passo em frente e por vezes vir dois para trás, só assim é que sabemos o que funciona ou não. O não é sempre garantido, mas pode ser um sim, temos o 50/50 reservado. De qualquer modo, aquilo que nos define é o certo. É a nossa verdade, o que nos deixa confortáveis, a nossa consciência fica em paz. No fundo sabemos que apesar de termos testado uma atitude diferente, não somos aquilo, não somos assim...

Aprender a mal

O que nos deveria acontecer quando somos incorretos com alguém, quando brincamos com os sentimentos de outro ou quando fazemos mal de forma consciente? Calhou pensar neste tema porque acho que devíamos perceber logo quando isto acontece. Como forma de precavermos futuros mal entendidos e comportamentos menos bons. Diz-se que a “justiça divina tarda mas não falha” e mais cedo ou mais tarde, acabamos por “pagar” pelas nossas más ações, e assim sendo resta-nos apenas aguardar, porque iremos levar com a lição em cima garantidamente. Pois eu acho que devia ser um processo mais automático. Se eu mandasse seria assim, mas eu não mando nada! E já me estava a imaginar, sugada por um tubo tipo aspirador. Claro que não seria logo logo, porque podemos agir mal e corrigir a meio do caminho. Mas se continuássemos a magoar outra pessoa de forma recorrente, ai sim, vinha o tubo sugar-nos para nos enfiar num quarto escuro onde uma voz off nos falaria sobre o tema, como reflexão e nos faria...

Perfeitas Imperfeições

O dia em que a magia acontece! Numa pesquisa completamente aleatória na net dou com este estudo: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=750231 Dizem que os canhotos ganham menos 12% que os destros, têm problemas de aprendizagem e dificuldades com áreas matemáticas, ciências exatas e de interpretação. Mais, não fica por aqui…  dão a entender que ser canhoto não é uma coisa natural e que acontece por traumas na gravidez ou stress. E eu fico a pensar… Já não bastava ser mulher para ganhar menos que um homem, nos casos da não igualdade, acresce ser canhota. As percentagens acumulam? Depois nasci prematura, também este fenómeno alvo de inúmeros estudos em que dizem que somos pessoas com propensão para problemas de saúde, em especial  problemas respiratórios e que podemos ter problemas de aprendizagem, ou temos… já nem sei. Aqui já soa o alarme!!!! Alerta… problemas de aprendizagem x2. Mais a diante aparece esta bonita frase, e passo a citar: «Indivíduo...

Reflexão sobre o Testamento Vital...

Falando de coisas sérias. No principio do mês saiu a noticia sobre o testamento vital, podem ler o artigo do expresso: http://expresso.sapo.pt/quer-fazer-o-seu-testamento-vital-saiba-quais-sao-as-regras=f878653 . A minha primeira reação foi: que boa medida! Posso optar e deixar escrito o que pretendo para mim em caso de fatalidade, dão-me esta opção e assim poupar a família a decisões difíceis e traumatizantes. “Quanto aos tratamentos sobre os quais se pronunciam, os cidadãos podem recusar os seguintes: reanimação cardiorrespiratória, meios invasivos de suporte artificial de funções vitais, medidas de alimentação e hidratação artificiais apenas para retardar o processo natural de morte e estudos em fase experimental.” Diz o artigo. Os médicos terão sempre de atuar de acordo com a sua ética e ao mesmo tempo respeitar a decisão do paciente, que fica expressa neste testamento. Tudo muito bonito até aqui. E depois dei por mim a pensar…eu tenho um seguro de vida, em caso de m...

Coisas que se querem muito

As minhas listas aparecem sempre que resolvo arrumar alguma coisa. Os cadernos, agendas e folhas soltas aparecem de todo o lado… Dentro de uma mala vazia estava uma folha branca A4 meia amarrotada, com uma lista com a designação: Coisas que se querem muito.  Como não assinalei a data, não sei ao certo porque fiz a lista ou no que pensei concretamente… posso ter uma ideia só pela mala onde estava… tinha ar de coisas de praia. Os benefícios de ir para a praia sozinha, dá nisto… penso em tudo ou não penso em nada, leio, ouço música ou simplesmente deixo-me estar a disfrutar: dos sons, do silêncio, dos cheiros, das texturas aproveitadas ao ínfimo detalhe. - um amor como o dos filmes - que todas as crianças tenham uma família que as ame e respeite - saúde - não engordar ao ponto de não caber no nosso vestido favorito - que haja o 37 naquele par de sapatos que adorámos - que as cerejas sejam doces - noites de Verão quentes - que os nossos amigos que casam, fiqu...

Existem vários tipos de solidão…

A solidão imposta, a solidão por vontade própria ou por circunstancias da vida. Sei que existem muitas pessoas que optam pela solidão de forma consciente e sentem-se bem com isso, mas para mim não faz parte da nossa natureza. Precisamos dela como reflexão, silêncio ou isolamento mas por um período de tempo e não em permanência, somos seres sociais, precisamos de companhia e de afeto. E é tão natural como respirar, é assim que somos. Nós os humanos precisamos de amor – primeiro do amor próprio que podemos encontrar na solidão, como uma importante conquista pessoal e imprescindível para aguentarmos o dia-a-dia, mas superando essa parte, precisamos uns dos outros para complementar a nossa vida. Somos uns com os outros e uns pelos outros… se não é assim, devia! A nossa sociedade não colabora neste ponto, empurra-nos para uma solidão não desejada e em alguns casos, quase forçada. Se pensarmos na nossa família percebemos logo isso, somos obrigados a trabalhar quase até morrer… quem toma...

A verdade da mentira

Quando se vive uma mentira, essa é a nossa verdade? Dito assim parece uma coisa complicada, e talvez até seja… mas a vida é um desafio permanente, um puzzle gigante que temos de ir construindo mesmo quando as peças não encaixam. Se pertencemos a uma história e queremos que tenha um final feliz, como todas as histórias bonitas, essa é a nossa realidade. Aquilo que estamos a viver é o presente, o momento, o instante, o agora... por isso é a nossa verdade do momento. De certeza que a filosofia já se debateu com esta questão e tem um estudo aprofundado sobre o tema ou não!? É provável. Ninguém em pleno uso das suas faculdades, quer viver uma mentira, dizer ou fazer mentiras, julgo eu. A verdade é sempre a opção certa quando na extremidade oposta temos uma mentira. Mesmo que seja uma mentira piedosa ou de simpatia?  Por vezes temos de escolher entre o fazer o bem, o que é certo ou magoar alguém e o problema é que pode ser com uma verdade assim como pode ser com uma mentira....