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Aprender a mal

O que nos deveria acontecer quando somos incorretos com alguém, quando brincamos com os sentimentos de outro ou quando fazemos mal de forma consciente?

Calhou pensar neste tema porque acho que devíamos perceber logo quando isto acontece. Como forma de precavermos futuros mal entendidos e comportamentos menos bons. Diz-se que a “justiça divina tarda mas não falha” e mais cedo ou mais tarde, acabamos por “pagar” pelas nossas más ações, e assim sendo resta-nos apenas aguardar, porque iremos levar com a lição em cima garantidamente.

Pois eu acho que devia ser um processo mais automático. Se eu mandasse seria assim, mas eu não mando nada! E já me estava a imaginar, sugada por um tubo tipo aspirador.

Claro que não seria logo logo, porque podemos agir mal e corrigir a meio do caminho. Mas se continuássemos a magoar outra pessoa de forma recorrente, ai sim, vinha o tubo sugar-nos para nos enfiar num quarto escuro onde uma voz off nos falaria sobre o tema, como reflexão e nos faria pensar. Depois da ensaboadela, ficaria a tocar um rol de música Africana intercalada com Pink Floyd para a tortura ser completa (isto no meu caso, sempre personalizado).

Só depois de algum tempo com esta tortura musical, começaria a tocar o “Love two times” (também personalizado,  já que os Doors são o meu estimulo positivo/recompensa) e devolver-me-iam à realidade, devidamente injetada com boas intenções e certa que não iria voltar a cometer a mesma falha, pelo menos num futuro mais próximo. Obviamente que o grau de resistência de cada um iria aumentar, cada vez que o tubo nos sugasse, por isso os parâmetros da “tortura” também teriam de se atualizar. 

Apesar de tudo, eu acho preferível aprender a bem que a mal… mas não resulta sempre. Assim teríamos este pré aviso solidário.

*Black Hole: An artist's impression of a black hole. (Image: Swinburne Astronomy Productions)

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