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Terra de ninguém

Socialmente estamos integrados em grupos, comunidades, famílias, fazemos parte de alguma coisa nem que seja por afinidade. Aparentemente estamos ali e pertencemos aquele grupo. É assim que as coisas funcionam e que nos estruturamos entre nós.  Isto faz com que muitas vezes fiquemos cingidos a um espectro de pessoas, porque são universitárias como nós ou os conhecemos desde crianças e têm um percurso semelhante ao nosso, trabalham no mesmo ramo, os filhos andam no mesmo colégio, frequentamos os mesmos restaurantes e festas e por aí fora... E quando podemos estar em grupos e contextos diferentes, porque temos essa capacidade (de não excluir ninguém), mas na realidade não fazemos parte nem de um lado nem de outro?  É tramado! Não fazer parte de lado nenhum, o pertencer à terra de ninguém, é um bocadinho solitário. Entenda-se, não por vontade própria, mas por não se identificar. Juntando as parcelas pode-se ter fragmentos de todos os lados e não per...

Dar a mão

Um gesto simples, mesmo quando é simbólico, e tão cheio de significado!   A questão aqui, não é obviamente o gesto em si, mas a dificuldade que existe, actualmente em DAR. O dar sem esperar nada em troca, o fazer só por fazer, pelo bem que isso nos faz e pelo bem que fará a outra pessoa.  Pequenos gestos, quase banais que aos poucos moldam e mudam o mundo. E não digo isto, porque é natal e nesta época toda a gente se lembra que deve dar e ajudar de alguma maneira, falo da verdadeira solidariedade dos restantes 360 dias do ano...  Nem é preciso pertencer a alguma associação ou fazer voluntariado, basta estarmos lá para os que nos são próximos. É aqui que começa o nosso verdadeiro papel solidário, dentro de casa com a nossa família, com os nossos vizinhos, amigos e colegas... É ali, num primeiro momento que temos de estender a mão, ceder ajuda, estar lá... A nossa entrega tem de ser mais fácil e mais voluntariosa no nosso habitat natural, no nosso contex...

O efecto

Manifesta-se, dá-se, pede-se, surge naturalmente, é treinado, pratica-se, acontece… Exterioriza-se sempre que alguma coisa mexe connosco? Dá-se quando sentimos necessidade de demonstrar amor/carinho? Ou quando alguém nos pede? Pede-se quando precisamos? Surge naturalmente porque é inato à natureza humana? É treinado porque nem toda a gente nasce com a capacidade para ter/dar/manifestar afecto? Pratica-se, como se pratica a gentileza ou os músculos para que o corpo não perca forma e elasticidade? Acontece porque faz parte do mundo? É palpável. Precisa-se.