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A Gratificação

E não é assim que tudo deveria ser? Passamos a vida em busca de um qualquer ideal e esquecemos a simplicidade das coisas que aparecem sem verdadeiramente procurarmos por elas. Sempre que nos obrigamos ou esforçamos em excesso, estamos de certa maneira, a contrariar a nossa própria natureza. Umas vezes tem mesmo de ser, quando a indolência toma conta da ocorrência sem justificação aparente, e ai é vital reverter a situação para nosso bem. Fora estas situações, é verdade que sempre que procuramos em demasia ou forçamos para que alguma coisa aconteça, estamos a controlar coisas que nem sempre devemos ou que estão ao nosso alcance. A necessidade de controlo é boa quando precisamos ter organização, planeamento e estrutura e mesmo assim temos de deixar uma margem para qualquer ocorrência inesperada, porque acontecessem quase sempre, como maior ou menor escala e não são nenhuma desgraça. A vida deve fluir naturalmente é isso que nos deixa maravilhados quando chega a primavera. O i...

Humanidade

Será que ciência nos tornou preguiçosos?  Hoje tudo o que é válido e correto tem de passar pelo crivo científico para ser considerado "verdade" e antes da ciência como era? As pessoas encontravam validação onde e como? Perdeu-se a capacidade de saber ver, ouvir e ler tudo o que nos rodeia e o nosso próprio corpo. Antes de existirem computadores, máquinas, matemática, física ou química com o nível de desenvolvimento que temos hoje como se fazia para validar? Os curandeiros sabiam de plantas e entendiam os sinais do corpo. As pessoas regiam-se pelo ciclo da natureza, o nascer e o pôr-do-sol, as estações, a subida e descida das marés, os ciclos reprodutivos dos animais e das plantas. Olhavam para o céu para se orientar, sabiam interpretar o vento e respeitavam a cadência natural das coisas, sem manipular ou apressar. Sabiam respeitar a ordem natural das coisas e os seus tempos. Estavam mais despertos para os ruídos e cheiros desconhecidos, sabiam definir distâncias pel...

Quem escreve o quê

O meu nome é Sofia Cortez. Sou a Sofia e uma série de apelidos que optei por reajustar e ficar apenas com o mais pequeno. Não julguem que foi a primeira opção, ainda testei usar dois apelidos, mas acabamos por não nos conseguirmos equilibrar. Eu sou uma pessoa de número 2, assim o meu nome e este apelido têm os dois o mesmo número de letras, e conjugam-se na perfeição. Escolhi o apelido da minha avó paterna, uma feliz coincidência na construção das relações importantes que mantenho, com as mulheres da minha família. O Meu Serendipity é o espaço onde partilho textos, reflexões, pensamentos…e tudo o que me vier à cabeça. O blog: https://omeuserendipity.blogspot.pt/ como uma série de coisas que me têm acontecido na vida, surgiu de um acaso. Escrevia notas pelo facebook, mas que ficavam um bocadinho dispersas. Assim por incentivo de dois amigos: o Vasco Noronha e a Marta Canário que me sugeriram criar um blog, aconteceu o Serendipity. Serendipity é uma palavra linda, em tu...

Voar

Enquanto uns dormem, outros partem à aventura... Não sabem para onde vão ou o que vão fazer, só sabem que vão! Sozinhos ou acompanhados, partem com a convicção da conquista eminente. Na bagagem levam aprendizagens, espaço em branco para novas lições e uma vontade enorme de crescer cada vez mais. Imparáveis heróis dos tempos modernos, aqueles que ainda acreditam que o amor salva tudo! Podes querer muito que o outro veja o amor como ele é, mas não o podes fazer ver com o teu olhar.  De mil e uma maneiras, inversões, invenções, ideias, estratégias, tudo…faz-se de tudo para que pareça natural o que devia fluir por si só. Sem que fosse preciso fazer o pino, arranjar um tema, um objetivo, uma suposição… acontecer só porque é natural.  O que acontece entre duas pessoas que se descobrem ou que se encontram sem se procurar, deve ser inato. Não deve obedecer a rotinas, calendários, agendas ou disponibilidade. É sentir, só isso. Deixar acontecer. Somos os nossos principa...

Fragmentos

De tudo o que guardo em mim, isto é talvez o pior, o mais difícil de ocultar. É um esforço que me ultrapassa que me queima por dentro. Queria gritar, bem alto para todos ouvirem... para eu própria ouvir: é amor.  Acredita que é amor! Não queria esconder, mas não sei ser de outra forma. Tenho medo. O silêncio é a minha defesa. Se eu não souber mais ninguém sabe. Se eu não disser mais ninguém ouve. Se não partilhar é como se não existisse... Inspiro. Inspiro. Expiro. Não sai. Fica lá, agarrado as entranhas, como se afirmasse: dai não saio e daqui ninguém me tira. E não sai, não morre, cresce, ilude-se, emociona-se, duvida... Colado nas paredes da pele e dos ossos, que o extraem das células como o néctar divino. Todos desejam o que tu tens. O que julgas ter, o que tens medo de sentir. E tu que fazes? Não crês.. . Não queres crer... Nem ver, nem sentir, nem cheirar, nem lembrar, nem esperar muito mais... Tu queres isso tudo. Não sabes como... És inc...

Os inesperados, inesperados.

Nada do que se peça, alguma vez será melhor do que a superação da realidade! O inesperado que se concretiza num desejo que não foi pedido, desejado ou até imaginado.  A materialização do bom, do que não se perspectivou e que nos foi entregue como um segredo bem guardado, como se o universo tivesse conspirado a nosso favor. Como sempre faz. Com ou sem sinais presentes, mas sempre em movimento, na construção de energia certa. Contamos sempre com o inesperado, nem que se diga que não. Não se pode negar o que não se sabe. É como rejeitar o futuro e isso não está dependente da nossa vontade ou querer. Que graça teria sabermos tudo antes de acontecer? A nossa vida não é um fluxograma planeado e orçamentado à priori, como uma empresa que tem de justificar gastos.  A vida faz parte de um plano maior.  #omeuserendipity

Desiquilíbrios necessários

Gosto quando tudo à minha volta me diz, tens de pensar com o coração. Só que não dá para pensar mais com o coração do que penso habitualmente. Estou no extremo oposto do que já fui, e até encontrar o equilíbrio entre os dois estados vou estar completamente desalinhada e não tenho previsão para quanto tempo isto irá demorar! Não sei mesmo. Oscilo entre os dois estados sem conseguir chegar ao centro. É dramático para uma pessoa equilibrada (ou que julga sê-lo) ter noção destas oscilações e mesmo deixando as coisas fluírem, é tudo em muito e isso desregula qualquer sistema. Desde que me permiti pensar com o coração que isto nunca mais foi igual. É a história de um coração que vive uma situação extrema, e nunca mais consegue voltar à sua forma, porque é impossível… quando se descobre todo um novo mundo de possibilidades. É o que se associa ao conhecimento, uma mente que se abre ao conhecimento já mais voltará à sua forma original, tem sede de mais. O conhecimento não se perde,...