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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Primavera

Na escuridão

“You know the day destroys the night Night divides the day…” (The Doors/ Break On Through) A luz mostra tudo, tudo o que esconde a escuridão. Tudo o que não queremos ver, mostra-nos.  É nas trevas que guardamos todos os segredos, é lá que asseguramos que fiquem. Mesmo quando o sol sobe sobre o horizonte fechamo-los no fundo da alma, para que não saiam, para que não se mostrem com a claridade. São só nossos. Tudo o que não se vê não existe. É como fechar os olhos e reviver tudo o que se viveu. No escuro do nosso olhar, vive-se outra vida, revive-se o mesmo momento vezes sem conta. O que não muda imagina-se de forma diferente, acrescentam-se pormenores, palavras que se deveria ter dito, gestos que se deveriam ter feito. Resguarda-se o instante num detalhe do tempo, que o corpo retém. No inverno as noites são longas e escuras, perpetuam o isolamento entre as pessoas. Encafuamo-nos em buracos sombrios, húmidos sem graça.  Vemos a vida passar, lá fora. Sentimo...

A fibra que nos une

Eis que a Primavera, como sempre, nos trás o milagre da vida! Não é a minha fé que o diz, são as provas objectivas que tenho desde o ano passado e que mantém vivas as minhas avós. São milagres da vida, da natureza e dos poderes sobrenaturais que elas têm. A fibra que estas duas mulheres têm ou a força de viver que as liga ao mundo, só pode ser um milagre! Um milagre daqueles que nos reconforta e nos orgulha... Somos feitas da mesma fibra! Se todo o resto falhar, pelo menos que a genética ajude e me beneficie com as células milagrosas que espero comungar com elas. O facto de ainda ter avós é por si só um feito e de estarmos todos juntos e podermos testemunhar a família a crescer, é uma dádiva. Os avós são fundamentais e estão no patamar das nossas lendas privadas. São as referências e a base para os adultos que somos. A sorte que o meu sobrinho tem de poder crescer com os avós e partilhar com eles momentos únicos uma linguagem só deles. O ponto de partida dele está lançado...

Ao mês de Março!

"O nome "março" surgiu na Roma Antiga, quando era o primeiro mês do ano e chamava-se Martius, de Marte, o deus romano da guerra. Em Roma, onde o clima é mediterrânico, março é o primeiro mês da primavera, um evento lógico para se iniciar um novo ano, bem como para que se comece a temporada das campanhas militares." Eis que Março se aproxima a passos largos…e assim se passam dois meses. Não estou a fazer um balanço de 2014, porque ainda é cedo, mas quero apenas deixar registado que detesto o mês de Março! E atenção, não é não gosto, é mesmo detesto! E tenho motivos para isso porque é sempre o mês em que todo o mal se reúne para me fazer a vida negra. As únicas vantagens de Março é que começa a Primavera e muda a hora, marca o inicio dos dias grandes. O signo correspondente também não ajuda, Peixes: não morremos de amores. Deve ser do excesso de sensibilidade, como sou mais todo o terreno, a extra-sensibilidade pisciana tira-me do sério. Claro que exist...