Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta revolta

País sem vergonha

Num dia destes no caminho para o trabalho, cruzei-me com a manifestação em defesa do conservatório rumo ao ministério da educação. Senti um mix de vergonha e raiva. Este é o estado do pais que não tem um ministério da cultura, que pouco ou nada se interessa pela arte ou pelos movimentos artísticos, pelos músicos, acrobatas, bailarinos, escritores, criadores e todas as pessoas que optam de forma corajosa por escolher este modo de vida. É preciso coragem para ser artista em Portugal, coragem que eu não tive quando tive de optar. Aos 15 anos escolhi a vertente de artes no ensino secundário, acreditava que o meu caminho seria por ai. Sempre gostei de desenhar, pintar, fazer trabalhos manuais, construir, ler, escrever, música, história de arte sempre me complementaram como pessoa. E lá fiz eu o meu caminho, certa sempre que não seria nenhum Picasso mas mesmo assim, o design de moda seria a minha meta. Neste período fiz milhares de desenhos e até cheguei a fazer roupa e pintar tec...

Os outros são os outros

É comum dizer-se “só acontece aos outros” e os outros são de um modo geral: aqueles que não conhecemos, os que estão longe ou aqueles que não nos dizem nada, no fundo simplificando são pessoas de quem não queremos saber, é igual ao litro! É da nossa natureza reagirmos assim, não quer dizer que não fiquemos chocados com doenças repentinas, acidentes ou qualquer outra fatalidade mas defendemo-nos da tristeza que não nos é próxima com desinteresse e desapego. É verdade que não podemos nem conseguimos absorver tudo o que temos à nossa volta, nem é recomendável mas a capa de insensibilidade que vestimos todos os dias sob o pretexto de nos resguardarmos é excessiva. Contra mim falo, obviamente. É socialmente aceite que seja assim e o estranho é reagirmos de outra forma. As prioridades estão todas trocadas…é o que me parece. Mas quando os outros estão felizes e transbordam de alegria, também não queremos saber deles (a coisa mantém-se igual) mas sentimos inveja. E assim já gostaríamos ...