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Pequenos focos de amor

O amor não tem de nos deixar inquietos, muito pelo contrário, tem de nos deixar em paz.  Tem de possuir a habilidade de nos devolver ao espírito a paz que buscamos quando procuramos o amor.  Talvez a literatura seja em parte culpada por este equívoco!  Os escritores com os seus amores exacerbados, doentios, frenéticos, sôfregos, cheios de fogo, angústia e dor fazem-nos crer que o amor, o bom amor, o que vale a pena deve ser assim. Deve deixar-nos num estado de explosão eminente e intensa, num estado de sobressalto permanente que nos tira o sono, a fome e por pouco os sinais vitais do corpo! Claro que o amor precisa do combustível que só a paixão sabe dar, o fogo que gera desejo, vontade e muito impulso é indispensável no primeiro impacto. Mas depois, como nos narram os escritores com o passar do tempo o fogo começa a transformar-se em ciúme, loucura e em casos extremos, doença. Ficam obcecados e obsessivos com a pessoa amada como se precisassem dela para viver, co...

O vício do sofrimento

Viver é uma coisa que dá muito trabalho. Não existem propriamente momentos calmos ou mortos, estamos em testes permanentes e desafios que se vão sucedendo. Podemos escolher ignorá-los, mas vamos acabar por ter de passar por eles, a bem ou a mal. A parte mágica disto tudo é que cada vez que superamos um desafio ou um obstáculo sentimo-nos ainda mais vivos e com uma prova maior da nossa própria capacidade de sobrevivência. Não é fácil estarmos sempre nesta incógnita do que o futuro nos reserva, o que nos deveria fazer pensar que afinal, não temos de saber ao certo o que ai virá, mas precisamos preparar-nos para o que vier, toda e qualquer preparação acontece no presente. E se não temos forma de adivinhar o futuro, temos o dever de nos concentrarmos no agora, essa é sempre a melhor solução. Independentemente dos desafios que cada um de nós terá, somos livres para escolher o tipo de vida que queremos viver. Nem vale a pena recorrer ao argumento já gasto e bem gasto, da herança gené...

Escolhas

Um exercício. Imaginem que têm três escolhas possíveis para um desfecho idêntico, uma meta. Se preferirem (para tornar o exercício mais visual) estão num cruzamento e pela frente têm três caminhos possíveis, a única coisa que sabem é que a distância em todos é igual (o caminho a percorrer até ao fim), mas não sabem como é cada percurso e quais a dificuldades que irão encontrar. Importante frisar que o irão fazer a pé, sem ajudas ou apoios de outros meios de locomoção e farão o caminho sozinhos. Como estamos no início do processo, todas as possibilidades estão em aberto e em pé de igualdade. São reais, são palpáveis e todas se podem concretizar em qualquer um dos caminhos. Nesta fase o primeiro desafio é deixar de lado qualquer juízo de valor, preconceito, ideia pré-concebida e tentar voltar à estaca zero – tábua rasa – para ficarmos o mais limpos possíveis que conseguirmos. Assim analisamos as possibilidades, como elas parecem ser, cada uma delas. No ponto de partida recebe...

Os inconformados

Não se pode negar que existe um fascínio que ultrapassa a compreensão nos inconformados e no inconformismo de um modo geral. O não aceitar as coisas como são, só pelo facto de serem como são. É querer mais do que aquilo que se vê e do que aquilo que está percetível a todos. O querer aqui, não é um querer de ter como quem acumula coisas de que não precisa, é um pensar estruturado e estruturante sobre questões fundamentais da vida porque não são claras ou deixam margem para muitos pontos de interrogação. É um pensar denso que procura descortinar todos os meandros das questões, que não se fica pela rama ou pelo óbvio que mergulha em profundidades que nem sempre conseguimos compreender. Os porquês que precisam de uma causa e de um efeito, tudo tem uma explicação só se precisa descobrir qual. As origens têm princípios que precisam ser compreendidos, o todo é muito mais do que um emaranhado de pontas soltas. São as pessoas que se perdem por pensamentos que podem mudar o curso da h...

Não te queixes: faz!

Por muito que os desafios possam parecer intransponíveis, nem todos são efetivamente para serem superados ou concretizados. A ideia que somos senhores do universo e donos do nosso próprio destino, transcende-nos. Somos o nosso maior aliado e simultaneamente o nosso maior inimigo! Cabe-nos a nós, no meio da gestão e discernimento da nossa vida, decidir que papel queremos ter. Se queremos deixar que os problemas nos consumam, que as dificuldades se tornem fardos ou se os enfrentamos com coragem, mesmo sabendo que os podemos não vencer ou até não conseguir superar. Podemos simplesmente ter de aprender com isso, e não cumprir uma qualquer missão maior. Colocamo-nos ao nível de Deus, como se tivéssemos o poder supremo de controlo e as qualidades necessárias para sermos invencíveis. Somos só humanos. Se a vida não corre como desejaríamos, talvez baste mudar a perspectiva com que olhamos para ela. Não é suficiente termos de viver como somos e aceitarmos quem somos, essa é a base fu...

O português só sabe exigir!

Temos uma cultura social muito mal trabalhada, ou melhor, temos uma cultura social muito pouco desenvolvida. Fazendo um paralelismo com as comunidades nos Estados Unidos, percebe-se claramente que as pessoas se organizam em comunidades para defender os seus direitos e fomentar a união entre as pessoas. Basicamente, as pessoas do bairro tomam conta do bairro. O Estado obviamente tem de servir as populações e dotá-las das infraestruturas necessárias para terem qualidade de vida, no entanto, o que estas comunidades fazem depois é garantir que tudo é preservado, responsabilizar e envolver as pessoas para as causas da comunidade. Não só apenas nas questões de gestão dos espaços públicos, mas também na intervenção social ativa no cuidado dos mais necessitados, na educação cívica e social e no acompanhamento das crianças e idosos. Promovem também sessões de esclarecimento com os políticos locais, cada estado tem senadores que regularmente se juntam às suas comunidades para responder a q...

Viver e Morrer

Matar, morrer, morrer e matar. Os fins justificam os meios ou assim se diz. Será uma crença ou uma verdade?  Nascemos para morrer e no meio do caminho vivemos. Ou nascemos para viver e o desfecho inevitável é morrer?  Morrermos de amor, de tristeza, de agonia e de fome. E vivemos exactamente pelos mesmos motivos, somos criaturas estranhas. Quando estamos mal queremos morrer, quando sofremos muito queremos morrer e quando estamos no auge da felicidade dizemos: se morresse hoje, morreria feliz! O morrer que tira tudo, na conclusão de um percurso que se deseja longo, pode representar o máximo das conquistas terrenas. O fim do fim, um percurso sinuoso em oscilações de bom e mau. Temos de viver com esta incerteza do que se irá passar no meio, e única certeza que conhecemos é o termos nascido e o medo latente do fim, quando deixarmos de estar ligados pelos fios invisíveis que nos dão a luz da vida. E depois? Nada. Sabe-se lá. Entretanto encenamos em vida vários finais, b...

Aqui e Agora

Hoje é assim. Vivemos projectados num futuro qualquer, que definimos. Achamos que se nos projectarmos ali, vamos conseguir contornar todos os obstáculos e dominar o nosso destino. É bom conseguirmos antever ou tentar, o que pretendemos, é como ver a cenoura na meta... se fossemos um coelho. Dá-nos um estímulo para fazer mais e melhor, para trabalhar com afinco, para lutarmos, para darmos o corpo às balas, para mexermos o rabo da cadeira, isso tudo. É bom termos alvos definidos ou pré-definidos, precisamos saber para onde vamos (às vezes) desde que isso não comprometa o presente. O presente é onde vivemos, é o aqui e agora. E a reforma? A doença? E daqui a um ano? E se morrer amanhã? Não vivi hoje. Não sou pessoa para achar que devemos andar à deriva, não me sinto confortável com essa ideia. Mas também aprendi que nem tudo está ao meu alcance ou que nem tudo é passível de controlo, de intervenção ou é para coordenarmos. A vida vive-se, precisamos deixar algum espaço para a ...

Merecimento

Sobre o merecimento, o que merecemos na verdade é o que queremos? Nem sempre. Podemos merecer coisas que nem sabemos e podemos insistir estupidamente em qualquer coisa que não faz qualquer sentido. Só pela teimosia, falem em teimosia comigo, sim dose XXL é a quantidade que consigo suportar. Posso ou podemos (falar no plural é mais simpático que personalizar) embicar que queremos, porque sim, porque merecemos, porque é mesmo o que queremos é o que nos faz falta, e não passar apenas de uma ilusão. Um desejo que condicionamos pela vontade de querer muito, do género cegueira temporária. Uma coisa é certa, não quero nada que não mereça. Mas como saber ao certo o que se merece? Sei lá. Aqui o merecer é do bom e do mau, não se merece apenas o bom, o mau também cabe nesta equação. Como tão sabiamente se diz: O que não nos mata torna-nos mais fortes, é lindo! Mas isto é muito pouco balsâmico, para mim. Posso ser petulante e dizer que não preciso, passo, obrigado. Na verdade é ist...

2018

O que pedir para o novo ano? Talvez que não seja tão mau como os últimos quatro, que passaram! E acreditem que pedir isto não é pouco… Por outro lado, se as coisas não tivessem acontecido como aconteceram, também não teria tido a possibilidade de limar algumas arestas que estava mesmo a precisar de ser aparadas. Existem sempre dilemas nestas coisas, o mau que serve para desvendar segredos, doenças, problemas e porcarias para limpar. Provavelmente na natureza humana tenha mesmo de acontecer assim, na euforia da felicidade esquecemos que existe o lado das sombras e que um, não vive sem o outro, porque como tudo na vida, são complementares. Não se excluem, integram-se. Cada um com as suas particularidades. Na adrenalina da felicidade, nem nos lembramos que existe o inverso e tentamos prolongar a alegria por tempo indeterminado. Tanto a felicidade como a tristeza, têm prazos, mais curtos ou mais longos mas não são para sempre. Podia pedir para passar pelas pingas da chuva se...

Fora da caixa

Quando ideias semi desconexas começam a ganhar forma e vida própria, que se faz com elas? É daquelas situações típicas: “nunca pensei bem nisso” e de um dia para o outro começas a pensar e dar forma às coisas. Primeiro só na cabeça, a congeminar o como concretizar a coisa, mesmo que parece não fazer sentido. Depois mesmo não fazendo sentido listas mentalmente os prós e contras e o nunca transforma-se em: “e porque não?”.  Assim como quem não quer a coisa começas a idealizar cenários e de certa forma a “manipular” as circunstancias a teu favor. Dás por ti em situações que nem parecem reais: “perguntei mesmo isto?” ou “fiz mesmo isto?”. Não sei como funciona com as outras pessoas, mas comigo funciona assim: a ideia entra, ganha forma, materializa-se e instala-se o caos! Como dar forma a uma ideia? Como é que chego lá? E sempre que surge uma pergunta, saltam um montão de respostas a seguir, medos e outras coisas tudo à mistura. Mas continuo na mesma, agora que já assimile...

Reflexões pós-férias

A todas as pessoas que prometem que fazem ou que vão fazer e no fim, nada concretizam, desejo-vos: um bom regresso ao vosso destino. Aqueles que vos lambuzam de elogios, que passam o tempo a enaltecer as vossas qualidades, que vos fazem sonhar de olhos abertos e que depois, do nada e sem aviso prévio desaparecem, desejo-vos: um bom regresso ao vosso destino. Aos que aguardam sempre pelos vossos conselhos, que não se conseguem decidir numa compra ou num caminho sem vos consultar, que esperam sempre pelas vossas palavras de apoio ou incentivo e que quando lhes calha a vez, ignoram-vos ou fingem ignorar, desejo-vos: um bom regresso ao vosso destino. Aos que sempre justificam más atitudes com comportamentos habituais: sempre fui assim ou sempre fiz assim, lembrem-se que antes de aprenderem a andar, também não sabiam fazê-lo. Aos traumatizados pelo amor e pelas mulheres sem escrúpulos que os deixaram estropiados, se continuarem nesse registo irão continuar amputados do melh...

Ver com o coração

Espero na escuridão que chegues. Aguardo que me procures. Que sintas falta da minha presença no meio de todas as tuas ausências. Que queiras ouvir a minha voz. Que  a meio da madrugada me ligues só porque sim, porque não consegues dormir e queres falar comigo. Ou porque estavas a sonhar comigo e precisaste tornar o sonho real. Ou mesmo sem motivo, do nada só pelo desejo em fazê-lo.  E espero na escuridão, que os sons da noite se preencham com a tua voz ou com a tua presença. Aguardo em silêncio que a clarividência da verdade te chegue. Anseio pelo dia em que sintas o que tanto racionalizas, que te libertes de todos os medos e constrangimentos e concretizes. Calma e pacientemente aguardo que, despertes para o que tens em frente aos teus olhos e que deixes de ansiar por tudo aquilo que não sabes e que deixes de ignorar o óbvio.  O que fizeres hoje poderá trazer um amanhã melhor, sem precisares mudar de país, cidade ou planeta. Tudo está no sítio certo no momento...

Contra-relógio

Chegou a revolução. Quando se quiser, como se quiser. Sem barreiras, hoje. Tem de ser hoje, só porque eu quero. E quem manda aqui? Eu. Não há roupa. As palavras saem de forma fluente e ordenada. O dia é igual à noite. Amanhã não se trabalha e eu decreto-te como património da humanidade. O telefone toca e tu atendes. O meu telefone toca e eu atendo. Diz-se o essencial. Compreende-se tudo. Sinceridade. Amor. Amizade. Cocktail. Tudo num só copo. Começamos pelo principio. Partimos sem bagagem. Quem manda aqui, sou eu. Não existem regras. Eu atiro coisas e tu apanhas. Tu atiras coisas e eu apanho. É hoje o dia da revolução. Fica só o essencial, acima de tudo fica o essencial. 

Não vai a bem, vai a mal.

Algumas pessoas precisam ser despenteadas! Concentra-te. Foca-te. Segue e recua. Faz inversão de marcha, pára! Segue-se um: inspira e expira, com calma. O mundo não vai acabar à amanhã. Roma e Pavia não se fizeram num dia e uma criança demora 9 meses a ser gerada. Há tempo e momentos para tudo. Não tem de ser uma coisa linear, pode ser um tempo e momento personalizado. Cada um sabe de si. Preocupa-te contigo e não com o que os outros pensam. AMA, AMA, AMA livremente… permite-te sentir. Cai e levanta-te. Sê grande. Maior que o teu tamanho. A alma também se amplia. Deixa as melenas do cabelo caírem soltas, sem obrigatoriedade. Anda descalço. Sente frio e calor, aprecia! Deixa que te abracem. Deixa que a pele te toque, arrepia-te. Fala baixinho. Sente muito, sente tudo. Permite-te. Despenteia-te. Sê livre

A ordem natural das coisas

Afinal isto é o quê? Uma experiência cientifica para desbravar limites? Uma experiência sensorial? Ou apenas é o que é… Começa-se da esquerda para a direita e de baixo para cima, não se começa pelos inversos. E qual será o inverso? E o certo e o errado é o que está pré-definido ou podemos criar a nossa própria ordem? O principio é mesmo o principio? E quem definiu que o fim não pode ser o principio? Há questões físicas, químicas e matemáticas que nos explicam com precisão estas dúvidas? Deixar andar é mau? Ou devemos questionar tudo e todos? Afinal de contas não somos livres em todo o resto, apenas para pensar. Ai mando eu, ainda que dentro dos meus próprios limites… e não tenho quase nenhuns quando penso, deixo que vá onde quiser. O que conta é o que eu quero? Ou o que tu queres? O que me pedes ou o que eu aceito? Devemos sair das zonas de conforto, dizem. É verdade. E saindo? Já não se volta ao local de partida. E o que se segue? Ficar sempre no mesmo r...

Recompensa

Não dá para ter tudo ao mesmo tempo? Vá lá! Uma pessoa porta-se bem todo o ano, toda a vida, sempre e não pode ter tudo ao mesmo tempo? Claro que o portar-se bem é relativo. Mas não ando por ai a matar nada nem ninguém e uma farpa bem metida aqui e ali não pode ser alvo de penitência. Muito agradecida pelas pequenas a grandes coisas boas que vão acontecendo. Parece que nunca são suficientes. Já as más… não precisavam ser tão más, podem ser só coisinhas de fácil resolução, ainda que chatas. Necessárias, bem sei. Dizem que é no meio da agrura que damos valor ao que realmente importa e que aprendemos. Não gosto de aprender à base de pancada, alimenta-me a raiva e isso não é nada bom. E a minha raiva pode ser muita… o meu teclado do pc que o diga! Sobreviveu e mal, com danos permanentes a um acesso de raiva, ainda me arde a mão só de pensar… Dos pedidos pendentes não posso ter tudo? Ou então listar os prioritários? Não é falta de fé, é falta de paciência. Esperar é uma v...

A voz da consciência

Um dólitá… Bem me quer, mal me quer… Se o primeiro número que vir for par… Jogamos com a sorte, aceitamos que fizemos determinada coisa porque jogamos e foi esse o resultado. Sorte ou azar, que se lixe, foi o que deu! Não queremos o mal me quer e tentamos que a porcaria do malmequer não acabe assim. Se não for naquele, será noutro, porque no fundo sabemos exatamente o que queremos fazer, só nos falta o impulso para fazê-lo ou para reconhecer o que desejamos. Foste tu que me pediste para fazer. Bela desculpa… senão quisesses não farias. Verdade? Pode ter sido o pedido que despoletou a vontade: SIM. Mas se não existisse o desejo da concretização: do fazer, não haveria quem nos demovesse. Isso se forem como eu… claro. Nem um tsunami me muda, a não ser que seja mesmo inevitável e por vezes, lá tem de ser. Dentro da nossa cabeça existe uma voz que nos detém ou que nos impele a fazer. O Bem e o mal, o anjo e o diabo, o certo e o errado, o mais e o menos e todos os oposto...

A boca

Confesso: Gosto de bocas, lábios, de ouvir pessoas falarem, dos movimentos, dos sons da boca, das cores, dos desenhos e das expressões.   Ainda hesitei se diria apenas lábios, mas: não é a boca!  Os lábios são parte da boca, logo é da boca que eu gosto…com tudo o que ela tem. É o que me retém o olhar. São bonitas, desenhadas com perfeição ou imperfeição, com pormenores, detalhes e unicidades.  Os sorrisos, as gargalhadas, os tons. São o detalhe que personifica uma cara.  Curvas únicas, com marcas e desalinhos.  Nenhuma é igual. Deixa-nos divagar em curiosidades. O que se diz, como se diz. O que se faz, o que não se faz e o que se imagina fazer. Dia 28 de Abril  é o dia mundial do sorriso, não é à toa. Expressam a vontade, o ânimo, a alegria e a tristeza. Não se consegue, não olhar para ela. Definem-nos. Definem um rosto e as memórias que retemos dele.  Se os olhos são o espelho da alma, que será a boca? (a boca é...

O meu tempo

O meu tempo não é o tempo das outras pessoas, é o meu. No meu tempo vivem outras criaturas, vidas e diálogos. Conversas infinitas que me fazem pensar em todos os pressupostos e esgrimir cenários de possibilidades. O espaço temporal em que existo é muito para além do que se vê. Nem sempre vivo onde estou, nem sempre digo o que devo e há dias que duram meses e outros que correm em poucos minutos. O meu timing não é o  teu. O nosso timing parece fazer pouco de nós… Uns dias estendem-se com os períodos de tempo certos, nas horas em temos os olhos abertos e corpo na vertical, outros nem por isso. Os diálogos são quase sempre no tempo certo ou assim parece, que se prolongam por horas e partilhas de informação, muito informação difícil de processar. Os temas misturam-se entre rotinas e medos, e o desejo de crer mais do que se diz. E depois o tempo volta a pregar partidas… Esquecemos sempre os imprevistos. Os meus, os teus, os do tempo… e baralha-se tudo. O meu temp...