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Joaninha, Janiquinha, Isniqui

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Algumas vezes na vida temos uma sorte incrível! São pessoas ou coisas que nos acontecem sem estarmos à espera e que nos deixam marcas para sempre. Este mês de janeiro acabou da pior forma, perdi a minha companheira de vida. Por muita preparação que tivesse e por tudo o que vivemos nas últimas semanas, sabia que o fim estava próximo para ela, quis que tivéssemos direito a um milagre, daqueles que acontecem a algumas pessoas e que ficam registados na história da humanidade como: feitos extraordinários! Por que não haveríamos de ter essa sorte? Não tivemos direito a um milagre, ainda assim, consegui cumprir a minha vontade. Não quis que ela ficasse no hospital e que ali sozinha se deixasse ir, partiu rodeada de amor na casa que sempre foi mais dela que minha. Pode parecer exagero tudo o que irei partilhar a seguir, irá parecer exagero para quem não tem afinidade com os animais e nunca se conseguiu perder com a pureza dos olhinhos de um gato ou cão… ou até de qualquer outro animal de e

Positividade

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É o que nos está a faltar neste momento - POSITIVIDADE. po·si·ti·vi·da·de ( positivo  +  -idade ) nome feminino 1.  Estado   de   positivo . 2.  [ Física ]    Estado   de   um   corpo   que   manifesta   os   fenómenos   da   eletricidade   positiva . "positividade" , in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa  Os dias não estão fáceis mas tornam-se mais suportáveis se procurarmos reajustar a nossa postura, em relação a tudo isto que estamos a viver. Como diriam as minhas avós " Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe" , por isso temos de ter alguma resiliência e muita paciência para conseguirmos inverter o medo e o negativismo que se foi instalando um pouco por todo o lado. Partilho algumas frases que poderão ajudar a manter o espirito de bem com a vida. Não nos podemos deixar dominar pelos demónios e ódios. Vamos semear o bem para colher o bem, parece uma tolice mas é mesmo assim. E mesmo que alguns resistam, sabem bem lá no fundo que é verdade!

Deixar a meio

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Nem sei bem se ficou a meio ou se ficou completamente por fazer. Ou talvez o tenha começado a fazer antes de tempo, que é por vezes uma das minhas falhas – antecipar – para tentar sofrer menos. Imaginar tudo na pior versão possível para que, quando se der não ser tão mau. Os cenários híper catastróficos que traço são sempre desgraças muito mais grandiosas e espetaculares que a realidade, felizmente. Não me ajudam a prevenir o inevitável mas ajudam-me a registar memórias de boa qualidade com muita precisão. Como faço tudo isto de forma consciente, sei o que estou a registar e porquê, por isso a informação que armazeno tem muitos detalhes e é construída com uma visão 360, e é simultaneamente registada de dentro para fora e de fora para dentro. De que vale uma boa memória se não conseguirmos sentir o que sentimos naquele momento, sempre que a revisitamos? Faz hoje 4 anos que morreu a minha avó Rosa. Podia começar com aquelas bonitas contagens de horas, minutos e segundos que se passaram

Fazer o bem sem olhar a quem

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Diz-se que o bater das asas da borboleta aqui provoca um tsunami do outro lado do mundo, segundo a teoria do caos ou o chamado “efeito borboleta”. Pela mesma lógica, se espalharmos o bem e amor por aqui também o irão sentir no outro lado do mundo, não é assim? Se não é, eu gosto de acreditar que é. Não advogo a máxima de “olho por olho, dente por dente” como se fosse preciso ser igual a um escroque para provar que temos razão ou para nos sentirmos iguais ou superiores a ele. A teoria do “Chico Espertismo” é uma questão cultural do português como bem se tem visto com o contornar das restrições covid, tem sido uma modalidade de sucesso nos dias que correm. O que nos sobra em desenrascanço parece não se aplicar ao sentido de comunidade e cidadania. De qualquer modo, não é esse o motivo da minha reflexão. Eu acredito em algumas coisas sem precisar ter provas concretas que elas existem ou se processam de determinada maneira, digamos que é a minha fé. Mas uma vez por outra pareço esquece

Valentina

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 Faz um ano que fui buscar a Valentina. A Amigato tinha-a recolhido da rua, muito pequenina e mirrada. Numa daquelas imagens que o algoritmo (que sabe tudo o que precisamos) do facebook nos mostra “aleatoriamente “pareceu-me ela. E lá fui eu, conhecer a Valentina que por aqueles dias ainda se chamava Letoya. Fui de coração partido com a perda da minha Picachu e pouco restabelecida das semanas duras que tínhamos vivido. Nem sei se foi coragem, carência ou alguma demência que me fez em tão pouco tempo procurar outra gatinha. A veterinária, também ela pouco refeita pela perda da Picachu, recomendou que esperasse um tempo. Eu e a Joaninha passamos uma semana complicada após a morte da nossa menina. A Joaninha visivelmente desorientada aguentou-se como pode apesar de ter ficado assim alguns meses. Nessa semana teve de reaprender a viver sozinha, que para ela é um tormento! Eu tive de me conformar com a ausência da gata mais querida que alguma vez tive e aprender a perdoar-me por n

O tempo passa

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Faz hoje um ano que tive de deixar partir a minha gatinha. Ninguém nos prepara para estas coisas, nem nunca iria conseguir sentir-me preparada para fazer de ânimo leve o que tive de fazer. Reconfortei-me com a nobreza do ato que todos os meus amigos me quiseram transmitir, como sendo o melhor e um ato de amor. Foi o melhor, obviamente tendo em conta o quadro clinico da gatinha. Talvez tenha sido também um ato de amor, vê-la sofrer estava a deixar-me destroçada. Ela estava esgotada, a Joaninha estava esgotada e eu acabei por desistir depois de uma semana de pouco sono e muito desgaste na tentativa de mantê-la viva. Nada nesta vida é para sempre, nem a vida das pessoas que amamos nem a vida dos animais que tanto nos dão nem a nossa própria vida. Por isso, aceitar com naturalidade todo o processo é o que nos resta saber fazer. Nunca será fácil mas é menos difícil encarando as coisas com a naturalidade que devem ter. Digo isto agora, com algum distanciamento depois de ter sofrido horro

Usar a cabeça

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Tenho sérias dúvidas que vá ficar tudo bem. Não sei qual é o propósito maior disto tudo o que estamos a viver, sei apenas do ponto de vista prático, as pessoas parecem desnorteadas. E não só porque efetivamente os dias estão estranhos e tivemos de ficar em prisão domiciliária. As pessoas sentem-se mais vulneráveis com medo de ficar doentes ou de transmitirem o vírus de um lado para outro, de perder o emprego, rendimento, de não saber como as crianças irão voltar à escola e por ai fora… não obstante tudo isto, que já não é pouco, temos as duas fações que entram em choque nas redes sociais e um pouco por todo o lado: os que acham que somos todos uns totós instrumentalizados pelo estado e sabe-se lá mais o quê e que o vírus não passa de um engodo e os outros que não saem de casa sem se passar por álcool dos pés à cabeça e que esticam uma fita métrica para garantir que cumprem os dois metros até com a família. Enfim, bem sei que não é fácil e que tudo isto que estamos a viver é novo para t