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Parabéns Rio de Mouro_Rinchoa

Eu sou de Lisboa, nasci em Lisboa e sou efetivamente de Lisboa apesar de nunca ter vivido em Lisboa.  Sou também dos sítios das minhas origens um pouco mais da Pampilhosa da Serra, um pouco menos do Redondo, de Sintra e muito da Rinchoa. Quando se fala de Rio de Mouro ou da Rinchoa, nunca é pelos melhores motivos, é quase sempre para relatar um acontecimento grave como um assalto, um acidente, violência ou algo do género. Estes fenómenos não são exclusivos de Rio de Mouro ou da Rinchoa e são difíceis de dissipar dos estereótipos das pessoas, grudam-se com cola de cimento à minha terra e por muito que se tente dizer que são acontecimentos pontuais que acontecem em qualquer sítio, o rótulo permanece e tem sido difícil desvincular-se dele. Como se no dia em que pomos uma nódoa na camisa nos vinculasse em permanência com o rótulo: “é sujo” ou “sempre que come põe uma nódoa na roupa”. A comunicação social tem muita culpa desta imagem errada que alimenta com base em pouca ou qua...

Tabus

Não ia escrever sobre isto… mas não podia não escrever. A questão do cartão de cidadão ou cidadã é muito mais do que um nome. Gozam homens, gozam mulheres, brincam todos com o tema. E riem…com vontade, com desprezo, com desdém ou só porque sim. Não achei piada nenhuma. É uma questão fundamental e importante? Não, não é. Há coisas mais importantes para resolver na sociedade? Há sim. Então porque razão haveria de escrever sobre isto? Sou mulher e os homens não sabem, porque o mundo é macho e masculino em toda a linha, como é difícil ser mulher num mundo que não nos deixa ser mulheres. Algumas situações, só as mulheres é que vivem, os homens nunca tiverem de ouvir: Nota-se que está com TPM! Ou comentários como: são coisas de mulher histérica. Ou só as mulheres é que são desreguladas com as hormonas aos saltos e por ai fora. Ou: não lhe digas isso que é mulher! E muitos mais exemplos poderia dar... WTF????? Pois é. O cartão do cidadão ou cidadã é um grão de areia  ...

Equilibrar a balança

Os sinais de fraqueza que tanto gostamos de apontar nos outros, será que os temos em conta para nós próprios? E porque hei-de “morrer” por me arrepender? Pior aquele que não reconhece que errou ou aquele que não sabe pedir desculpa, dizer obrigado ou amo-te.  Não chorar, não é um sinal de fraqueza mas de sensibilidade. Fraqueza é chamar à atenção de alguém que chora fácil só porque nos achamos mais fortes e seguros. Deixem as lágrimas correr! Faz bem, liberta tudo o que está reprimido e mais além! Eu mantenho a teoria que se não fiz em determinado momento, qualquer coisa, foi porque achei que seria o melhor para mim, reconforta-me… mesmo que descubra mais tarde que me arrependi de não tê-lo feito ou ter feito (sim o arrependimento dá para os dois lados, se bem que nos vendem a ideia que fazer é melhor que não fazer, e quanto a mim depende de cada um!). De qualquer modo tem sempre uma justificação aceitável e plausível para mim, e isso chega-me. O passado ninguém muda, por ...