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As diversas formas de amar

Era uma vez. Podia muito bem começar assim esta história. Se existem histórias de amor que duram uma vida, esta é uma delas. É muito mais do que se vê e o que obviamente se aponta, sim o homem é lindo! Todos concordamos. Nestas coisas do amor, a beleza que entra na sua quota parte mas não é tudo e não é tudo mesmo! São precisas muito mais coisas para que se ame alguém ou alguma coisa. O amor não chega só pelo brilho ou pelo glamour, o amor chega quando se ama até o que é feio. Começar é fácil, o encantamento faz-nos bem deixa-nos inebriados e com vontade de querer mais. A combustão está toda ali na paixão que se descobre, que chega sem estar à espera, que nos arrebata e quase nos mata. Esta história de amor não é diferente de todas as outras, começou assim, com uma louca e imparável paixão que soube crescer e consolidar-se no amor. Com a paixão veio a escuridão e todo o lado sombrio. Amei também esse lado, pela densidade e doença que me causou. Não soube gerir es...

38 anos, 8 meses e 5 dias.

2 de Maio nunca mais será igual. Pensei e pensei se haveria de voltar a escrever sobre este tema, agora nesta altura do ano tão importante para mim, e lá vou eu de novo. É difícil celebrar o meu aniversário e ter esta constatação de realidade, a minha avó não está cá. Não está cá, não porque está doente ou porque se ausentou mas porque morreu. A vida chegou-lhe ao fim, e isto tudo é o resumo de uma vida em conjunto, que terminou no dia 7 de Janeiro 2017. Não vai estar nos meus aniversários, não me vai telefonar, não vamos às compras, não vai estar nem na casa dela, nem na minha, nem na nossa, não vai estar nos natais, no meu casamento, em lado nenhum. Não vai estar. Chama-se a isto: aprender a viver, tudo de novo, sem ti avó. Dia após dias, nestes anos todos da minha vida, foste presença certa. É simpático o que dizem as pessoas: tiveste sorte, com uma avó tanto tempo. É verdade, bem sei que sim. Sou grata por isso e sei que foi um privilégio único e que poucos têm. Qu...

Feliz Natal

Este natal o presente sou eu, como em todos os outros. Inteira e incompleta, mas presente no tempo e no instante certo. Neste natal, no que passou e no que ainda virá, serei o teu presente, sempre. Como dádiva de natal na vida que nasce e renasce, e no tempo do presente que conta. Hoje. Este natal o presente sou eu. Este natal o teu presente sou eu.

Bem maior

Há dias assim… Parece que não terminam e parece que nunca nada é fácil. E não é… Provavelmente nem me posso queixar muito. Mas é verdade, mesmo que não pareça aos demais mirones… mas aqui para estes lados é sempre preciso uma dose de esforço, empenho, dedicação e paciência para alcançar objetivos. As coisas não caem do céu por milagre… é preciso fazê-las acontecer ou esperar pelo momento certo para o fazer. Nada é leve e suave, vem com alguma dose de transpiração e nervos. É assim em tudo… tudo tudo tudo sem exceção. Como diz o meu sobrinho, quando estamos lá no céu e escolhemos onde queremos nascer (sim ele diz mesmo isto…) escolhemos o que temos. Suponho que nesse momento, temos consciência do que precisamos passar para a nossa elevação da alma. De certo que uns têm caminhos mais penosos e outros mais leves, mas todos temos um caminho só nosso. Vá… uma treguazinha é sempre bem vinda. Só para sentir algum alento...  O difícil faz-nos valorizar a vida… não é prec...

He would be somebody I would be proud to know...

Como bem me relembrou um amigo a música do Carlos Tê: “não se ama alguém que não ouve a mesma canção”, vou começar por ai este texto, em mais um aniversário do nascimento do Jim Morrison. Uma data que nunca me passa ao lado. Entendo que é difícil estar com alguém que não acompanha este meu lado B: os concertos, os festivais, os espetáculos, as viagens… isso tudo que enriquece a vida todos os dias. Como por exemplo, ir ao Porto só para falar com um expert dos Doors, que por acaso está no Porto, mas se estivesse em Budapeste seria igual. É isso tudo… Não são os gostos musicais, aceito os gostos mais variados e as tendências musicais de cada um, mas sou muito possessiva tratando-se dos Doors. Pouco me importa se gosta ou não, não pode é falar mal, isso é ponto assente! Os Doors são uma coisa minha, não critico quem não gosta nem quem gosta. Quando falo com quem gosta, preciso perceber o grau de envolvimento, só para conseguir acompanhar. Como para mim é muito, não posso simplesme...

Decisões e outras coisas importantes

No meu caderninho crescem, notas, reflexões, mantras… o que lhes quiserem chamar. A um mês do arranque do meu ano, acho que posso fazer um balanço sobre uma série de decisões que são importantes. Valem o que valem, são no fundo reflexões sobre o que foi e o que poderá vir a ser, uma espécie de wishlist, sem validade…mas que se pode atualizar em permanência, no fundo como a nossa vida. Se o caminho não for aquele, há sempre uma rota alternativa… porque na pratica nunca existem caminhos errados, são escolhas que refletem o momento e como tal, são as corretas naquele contexto. Existem sempre outras opções… dependem da nossa vontade e capacidade para mudar. Assim: Não perder tempo com preocupações desnecessárias. Aprender a aceitar que algumas pessoas não são para ficar. Quero que subam ao Himalaias por mim, eu vou estar do outro lado à espera... Não é a minha boa vontade, simpatia ou diplomacia que irá fazer as pessoas mudarem de atitude… cada um é como é. Tolerância, sem...