Estava hesitante se deveria escrever este texto, hoje e por ser hoje. Entretanto depois de refletir bem sobre o tema, não só conclui que devo como é essencial que o faça. A memória das pessoas que amamos ficará sempre viva enquanto houver quem se recorde. E eu quero recordar a minha avó, hoje e sempre. Enquanto eu me lembrar dela e registar isso, ela vai continuar a alimentar o meu imaginário e a reconfortar a minha alma. Vai viver algures neste espaço em que eu vivo, outros irão ler o que escrevo sobre ela e recordá-la ou simplesmente imaginar e sentir a ligação que existe entre nós. É uma ligação perpetua, nunca existirá um verbo no passado entre nós. Por isso é com sentido de missão que escrevo este texto, hoje e sempre que me apetecer escrever sobre a minha avó. Não é doloroso escrever sobre ela, ainda que me inundem as saudades, é o conforto do amor que me faz escrever, falar ou pensar nela. Hoje faz dois anos que ela morreu e esse sim, foi um dos dias mais triste...
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