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41 pelos 14

É assim que as coisas acontecem, por uma série de razões que nos ultrapassam mas nunca por acaso. Os 41 anos são o inverso numérico dos 14 anos e mais uma vez, nada acontece por acaso. Desculpem-me os mais céticos nestas coisas, eu já tenho provas suficientes para acreditar.  Aos 41 anos assentou toda a poeira que andava pelos meu céu! Toda a poeira que ficou particularmente confusa precisamente aos 14 anos. Ao contrário do que habitualmente se diz: “era jovem e parva” ou algo do género, era efetivamente jovem mas nunca em momento algum parva, tola ou algo semelhante. Tinha 14 anos e por isso, o que era naquela altura não é o que sou hoje ainda que exista em mim essa miúda de 14 anos que perdeu o avô após um período de sofrimento longo e que por esse motivo deixou de acreditar em Deus e em tudo o que dissesse respeito à fé. Que arrumou o encanto pela vida e pelas coisas simples em questões pragmáticas e palpáveis. Que optou por apagar da visão do mundo a magia para se...

Fenómenos Paranormais

Existem os fenómenos do Entroncamento e depois existem os fenómenos típicos do sexo masculino. Sejam ou não do Entroncamento, do norte ou do sul, deste pais ou de outro qualquer. Desconfio que é uma questão transversal, porque se escreve nas diversas línguas do mundo sobre o tema. Assim sendo, arrisco-me a dizer que é um calamidade que afecta as mulheres de todas as nações e que se encontram mais ou menos na minha faixa etária, um pouco mais para baixo ou um pouco mais para cima. É um comportamento típico do sexo masculino, mas não exclusivo, algumas mulheres também comentem a mesma falha. Desconfio que por imitação, para seguirem a mesma cartilha sob o lema: olho por olho, dente por dente. Como quem diz: se não gostam, não façam…mas vejam lá se gostam que vos façam o mesmo? (e riem no final) “Eles oferecem sempre mais do que estão preparados para dar…” Homens, expliquem-me porquê? Estou numa fase, em que as explicações razoáveis para este tipo de comportamento, estão...

2018

O que pedir para o novo ano? Talvez que não seja tão mau como os últimos quatro, que passaram! E acreditem que pedir isto não é pouco… Por outro lado, se as coisas não tivessem acontecido como aconteceram, também não teria tido a possibilidade de limar algumas arestas que estava mesmo a precisar de ser aparadas. Existem sempre dilemas nestas coisas, o mau que serve para desvendar segredos, doenças, problemas e porcarias para limpar. Provavelmente na natureza humana tenha mesmo de acontecer assim, na euforia da felicidade esquecemos que existe o lado das sombras e que um, não vive sem o outro, porque como tudo na vida, são complementares. Não se excluem, integram-se. Cada um com as suas particularidades. Na adrenalina da felicidade, nem nos lembramos que existe o inverso e tentamos prolongar a alegria por tempo indeterminado. Tanto a felicidade como a tristeza, têm prazos, mais curtos ou mais longos mas não são para sempre. Podia pedir para passar pelas pingas da chuva se...

Paciência

As pessoas com paciência salvam o mundo. Nem pode ser de outra maneira. Não é uma conclusão de hoje, é uma perceção que tem ganho forma. Nem sequer é um mantra ou conselho, é a realidade.  No mundo consumido por ansiedade e todo o tipo fármacos, a simples prática de “paciência” parece ser um desperdício. Aliás parece estar completamente em vias de extinção. O tempo passa a correr e os medicamentos fazem efeito rápido ao fim de pouco tempo, já a paciência exige uma boa dose de calma, disponibilidade e tempo, coisa escassa hoje em dia.  A vida corre a uma velocidade alucinante, um dia somos crianças noutro já somos adultos e parece que nem passamos pelos estágios intermédios. A sofreguidão é tanta que exigimos resultados no imediato, sem esperar que as coisas ganhem forma ou alguma segurança. Se não for já, não quero, se não tiver já o emprego, o carro, o namorado, a família, o livro, a resposta que preciso, mais vale passar à frente e esquecer. Parte-se para outra ...

Recompensa

Não dá para ter tudo ao mesmo tempo? Vá lá! Uma pessoa porta-se bem todo o ano, toda a vida, sempre e não pode ter tudo ao mesmo tempo? Claro que o portar-se bem é relativo. Mas não ando por ai a matar nada nem ninguém e uma farpa bem metida aqui e ali não pode ser alvo de penitência. Muito agradecida pelas pequenas a grandes coisas boas que vão acontecendo. Parece que nunca são suficientes. Já as más… não precisavam ser tão más, podem ser só coisinhas de fácil resolução, ainda que chatas. Necessárias, bem sei. Dizem que é no meio da agrura que damos valor ao que realmente importa e que aprendemos. Não gosto de aprender à base de pancada, alimenta-me a raiva e isso não é nada bom. E a minha raiva pode ser muita… o meu teclado do pc que o diga! Sobreviveu e mal, com danos permanentes a um acesso de raiva, ainda me arde a mão só de pensar… Dos pedidos pendentes não posso ter tudo? Ou então listar os prioritários? Não é falta de fé, é falta de paciência. Esperar é uma v...

FUCK YES!

Nem de propósito! Hoje deparei-me com este texto: http://markmanson.net/fuck-yes (enviado por uma amiga). E vem no seguimento deste texto que tinha aqui nos meus rascunhos… Não se pode fazer nada. As coisas são como são. Não se obriga ninguém a gostar ou estar com uma pessoa, só porque se tem vontade ou se quer muito. E quanto mais se força, mais contraproducente se torna. Insistir nunca dá bom resultado. A não ser que seja alguma coisa que apenas dependa de nós próprios, do nosso esforço e da nossa vontade. Tudo o resto, não vale a pena insistir… Talvez um dia mude de opinião (e não seria a primeira vez), mas acho mesmo que é assim. Não vale a pena insistir. É como estar a falar atrás de uma porta, não se sabe quem está do outro lado ou até se ouve, mas continuamos na esperança que a porta se abra um dia… e ela até pode abrir, mas nós já não estamos lá para ver. Também existe esta possibilidade. Outros haverá que farão da nossa existência a descoberta de uma vida! ...

Questões de Ego

Ao contrário do que se diz ou do que se costuma dizer sobre o ego, este não é um bicho papão que mora dentro das pessoas. Pelo menos essa é minha crença. O ego faz parte de nós como o fígado, a alma ou os dedos! Não é um excesso é um complemento, como todas as restantes partes físicas e não físicas que nos compõem. É bom que ele cresça connosco e que nós o alimentemos regularmente, como se regássemos uma flor: planta-se a semente, ela desenvolve-se, cuida-se e ela cresce. Mas cresce em proporção do nosso cuidado e nunca se sobrepõem à nossa estrutura. Reparem que escrevi estrutura e não estatura, que são coisas diferentes. Estrutura no sentido de alicerces que nos solidificam enquanto pessoas, mas existem seguramente muitas pessoas com egos maiores que a sua estatura mas com muito pouca estrutura. Especialmente o tipo de pessoas que se julgam a cima dos outros, porque chegaram ao topo de mundo (ou do seu mundo) e isso transforma-os em semi deuses do olimpo, onde a restante...

Banalização das instituições

Um tema sério. E provavelmente polémico. Antes de entrar em pormenores devo dizer que é uma reflexão que tenho vindo a fazer e como tal, não é uma opinião estanque é um ponto de vista que se tenho vindo a construir. Pode estar errado, pode estar certo é um tema que me tem inquietado. As questões do ensino são sempre sensíveis e que fique claro, o ensino/ educação deve ser acessível a todos como principio universal. No entanto, acho que se está a banalizar no sentido da qualidade do saber que se alcança e estou a pensar no caso especifico das Universidades. Hoje é quase pratica comum, ir-se para a universidade… mas a universidade não é um espaço qualquer e o que se pretende para além do ensino é que as pessoas que para lá vão pensem! Para pensar também é preciso que deixem os alunos fazê-lo, o que alguns professores não fazem. É verdade que a maioria dos alunos não tem intenção alguma de pensar, só querem passar de ano, acabar o curso, alguns ter boas notas sem qualquer ref...

Bad decisions make good stories

Há dias que parecem que são assim, o resultado de más decisões ou de uma não decisão (que a meu ver, dá igual). Existem dramas maiores que os meus, sim claro… muita gente sofre pelos mais diversos motivos e na atualidade porque perderam muita qualidade de vida, injustamente. Mas dramas são dramas, proporcionais às histórias de cada um. E por isso não são desvalorizados só pela associação que se faz a determinada pessoa, até porque as pessoas nunca são apenas aquilo que vemos, felizmente. A maioria das pessoas têm muito mais para dar e são muito mais interessantes ou não do que aquilo que mostram. Fascinam-me as pessoas que alguns rotulam de uma maneira e que depois não são aquilo que mostram, para o bom e para o mau. Não consigo não ficar admirada com o bom e com o mau… não deixa de ser qualquer coisa de extraordinário aprofundar o conhecimento sobre a personalidade das pessoas, somos complexos e nunca somos totalmente aquilo que os olhos veem.  E não estou a tecer...