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Jim Morrison

Estava aqui a pensar na forma de abordar, novamente este tema, é um tema recorrente…
Quem lê o blog e quem me conhece, sabe que, pelo menos em duas datas especificas volto a falar sobre os Doors ou sobre o Jim Morrison.

Os argumentos não se esgotam, nem nunca se esgotarão!

O Jim Morrison é um personagem universal, um ídolo por estatuto próprio. Teria sido sempre um personagem marcante, na história dos EUA ou do mundo, disso não tenho dúvidas. Mas é pela música e pela poesia que o conhecemos melhor. A música e o seu poder universal, transpõe barreiras geográficas, físicas ou metafisicas, a verdadeira linguagem una do mundo.

O Jim Morrison para além de ser um homem lindo e sexy, era um homem extremamente inteligente, uma característica que se manifestou muito cedo na vida, um leitor voraz e um homem muito culto. Estas características são por si só, pelo menos para mim, fascinantes: bonito, inteligente e sexy. Provavelmente um homem fabuloso para se conversar e aprender. Um explorador do mundo, da cultura e da vida, com uma sede imensa de viver tudo muito rapidamente e de forma muitíssimo intensa. Não foi à toa que morreu aos 27 anos: live fast die young.

Um homem sensível mas destemido. Quis fazer tudo o que tinha direito no auge, sem regras e sem impedimentos. O contexto em que viveu potenciou isso mesmo, os loucos anos 60 em que tudo era permitido, em que os jovens queriam ser livres da moral, das regras e dos constrangimentos de uma sociedade fechada e marcadamente racista. O apogeu da guerra do Vietnam, um pais em transformação, o assassinato do Kennedy e do Martin Luther King Jr., convulsões sociais em permanência e um grito de mudança a ecoar por toda uma geração. O Jim Morrison protagonizou esse papel, voluntaria ou involuntariamente, os homens queriam ser como ele, as mulheres desejavam-no e ele só queria marcar a diferença pela sua arte.  

A música dos Doors é um legado que estes músicos nos deixam, um património da humanidade. Não temos todos de gostar, nem de compreender, apenas precisamos perceber que independentemente de gostos pessoais, eles têm um papel importante na história da musica do mundo. Eu sou suspeita, porque tenho por eles um amor incondicional.

Hoje comemora-se o nascimento deste personagem da história universal da música.

Parabéns para ele.


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