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Nunca deixamos de ser crianças

Para os nossos pais vamos ser sempre crianças, para os irmãos, para a senhora de mercearia do bairro, para os nossos avós e até para os colegas da primária. É uma forma carinhosa e protectora de nos mantermos puros.

Nunca deixamos de ser crianças, é bem verdade! Mas quando crescemos carregamos sempre o peso da responsabilidade que nos rouba alguma infantilidade. O sério tira a inocência e a espontaneidade infantil que não devemos perder.

O infantil aqui é não é agir como uma criança, porque afinal de contas não temos quatro anos e as coisas têm pelo menos de ter algum equilíbrio! O infantil que devemos manter é a descoberta constante que as crianças têm nelas, precisam saber mais e o porquê para registarem e seguirem em frente…e passam os dias neste frenesim da descoberta, à conquista de novos mundos.

Provavelmente não teria esta noção tão presente, se o Kiko não tivesse aparecido na minha vida, há precisamente três anos atrás. Quem haveria de imaginar que o dia 15 de Junho de 2011 iria mudar a minha própria noção, do que é ser criança, e de como é viver com uma criança.

Suponho que seja isto que acontece às famílias que passam vários anos sem ter crianças por perto. Eramos nós as crianças, eu a minha irmã, as minhas primas e os meus primos… e agora somos todos adultos.

O nascimento de uma criança, muda tudo, é verdade. As rotinas das famílias reorganizam-se e o tempo parece que não chega.

E o Kiko é uma criança especial. Sim, sou uma tia babada! Mas este miúdo com os três anos acabados de fazer é rápido a pensar, a aprender e tem uma desenvoltura que só vendo! A minha irmã e o meu cunhado fizeram um excelente trabalho! Vai para a pré primária a saber cantar o hino de Portugal de uma ponta à outra, não é para todos!

Para além da inteligência aguçada é um doce. Um amor de criança, que demonstra afecto sempre e de forma espontânea. Ninguém brinca como nós, dança ou canta ou conduz o carro. Partilhamos segredos, jogamos às escondidas e ao vou apanhar-te! Quando estou com o Kiko o tempo não passa, estica-se.

Para além do amor óbvio, gostamos de amarelo, da praia, de andar de carro, das gatas e de passar tempo juntos. Atrevo-me a dizer que encontrei o meu próprio super herói e já com fato e tudo…

Muitos parabéns para o meu Kiko, a começar os 3 anos hoje.

 

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