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A Culpa do muito

Hoje acordei a chorar.

Não sei ao certo se foi a desilusão, a tristeza ou o desamor que tomou conta de mim. Acho que foi a raiva que me crispou os olhos.

Senti raiva de mim própria, odiei-me por ser fraca, por não saber fazer nada por metade, por querer muito e não saber dar pouco…

Quis esquecer tudo o que não pedi e todo o resto. Não quero carregar comigo a bagagem que não me acompanha.

A culpa é sempre nossa em todas as instâncias. A culpa do muito, do tudo, do sentimentalismo exacerbado e de apenas querer ver o bom e nunca o que está por trás.

A raiva que doí no peito. O gostar tanto doí no coração. O não saber o que fazer ao desejo acumulado e a tudo o que cresceu entretanto.

Não saber fazer nada por metade.
Não saber fazer nada por metade.  

A ideia de não voltar a ver-te esmaga-me. 

#omeuserendipity

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