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Conversas sobre sexo

O peso da censura anda sempre em cima da cabeça de uma mulher!

Se a mulher é sexy é demasiado oferecida, se é sensual é uma puta, se é uma santa é sonsa… e assim de nenúfar em nenúfar se afunda a ninfa no pântano da pouca vergonha! Quem inventa estes rótulos/mitos? A igreja? As mulheres? Os homens? Os vizinhos? Os livros??? Quem???

Nossa senhora nos valha… se não se faz é porque não se faz, se faz pouco tem falta desenvoltura, se faz muito é vaca… ó céus! O sexo para as mulheres é tão necessário como para os homens, com algumas diferenças substancias já que nós precisamos de mais do que um piscar de olhos e um rabo, para o sexo. A realidade é que qualquer mulher pode ser sexy, sensual, depravada, ordinária sem nunca deixar de ser decente.

Claro que irão sempre existir diferenças entre homens e mulheres. Essencialmente porque os homens querem isso tudo numa mulher, mas não conseguem transpor isso para a mãe, mulher ou filha… essas não são como as outras. Ora francamente… ficam bloqueados. Todas as outras fêmeas do planeta que tenham estes papeis podem ir da vaca ordinária a pudica disfarçada de santa mas que no fundo é ninfomaníaca, tarada encartada!

Os olhos de uma mulher e os olhos de um homem, veem a realidade de forma diferente. E nós temos a vantagem de conseguir ver a léguas, mesmo quando é um homem que nos passa a informação sobre o comportamento masculino. No fundo sempre soubemos aquilo que ele nos conta em confidencia, só precisamos de validação, estupidamente! Se há coisa que funciona bem é o instinto ou a intuição feminina e nós sabemos sempre que podemos confiar nele, mas arranjamos maneiras de disfarçar o que não queremos ver.

Podemos ser tudo o que entendermos, sem deixarmos de ser decentes, porque não somos de outro modo (pelo menos as mulheres que eu conheço). É ai que reside toda a diferença, ténue no caso dos homens porque só funcionam por parcelas elementares e óbvias como 1+1=2. Podemos entrar no jogo que nos propõem: provocar, comprar lingerie sexy fazer tudo e querer tudo… isso não nos faz menos decentes. Faz-nos mais capazes e de igual para igual.

Até no sexo é preciso saber ser mulher e estar, exigem-nos sempre isso, raio! E há dias que uma pessoa tem vontade de ser uma puta ou uma santa, e então? Se alguns são cabrões a tempo inteiro, acho que pelo menos nos podemos dar-nos ao luxo de diversificar no papel. 

As tretas dos rótulos tiram-me do sério...

Não é preciso tornar as coisas vulgares mas por favor, não matem a magia!



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